• 2022 - Competição, válida pelo Brasileiro de Rally de Regularidade (CBA) para carros, percorreu parte da Rota das Emoções, entre os estados do Ceará e Piauí

  • Os competidores dos carros, quadriciclos e UTVs percorreram 840 quilômetros na 35ª edição do Rally Cerapió. Partindo de Caucaia (CE), a prova passou por Jijoca de Jericoacara (CE), Ubajara (CE) e encerrou antecipadamente em Luís Correia (PI), na última quarta-feira (26/1). Encarando dunas, serra, areia e lama, a prova exigiu muita técnica dos pilotos durante os três dias de competição. A prova vale pela abertura do Campeonato Brasileiro de Rally de Regularidade (CBA).

    Na categoria Master dos carros, a dupla Fernando Lage e Gustavo Schmidt (#703), de Belo Horizonte (MG), conquistou o primeiro lugar da classe e são os vencedores. “Foi a melhor prova que participei em nove edições, em termo de técnica, média, tudo perfeito. Foi o grid mais forte de todos os tempos do Cerapió. A turma do sul, os melhores pilotos do Brasil estavam lá. Com certeza foi a melhor prova de todos os tempos", afirmou Fernando Lage, tetracampeão da competição

    Os cearenses Emilio Studart e Lucas Studart (#717), levaram o título na categoria Graduado dos carros. “Foi sensacional, o evento está de parabéns pela trilha, pelas médias, tudo foi muito bom”, afirma Emílio.

    Os maranhenses Giovanny do Nascimento e Elias Mourão (#751), fecharam a participação no Rally Cerapió no alto do pódio, na categoria Turismo. “A gente foi sem muita expectativa, já que é um evento que reúne gente do país inteiro, sendo essa a segunda prova oficial que nos corremos. Após quatro etapas no maranhense, subimos para categoria turismo. O evento foi muito bom, provas bem técnicas, exigia navegação e pilotagem, conseguimos alcançar com sucesso o primeiro lugar e o título da categoria turismo", comenta Giovanny.

    Na Open, os cearenses Eugenio Paccelli e Eugenio Paccelli Filho (#765) foram os campeões. “Foi uma edição histórica este ano, sempre muito bem organizado. Os três primeiros dias, a trilha estava de alto nível, exigindo muito dos carros e pilotos, apesar do ocorrido, foi um sucesso o evento. Saímos tricampeões do Rally”, conta Eugenio.

    Quem garantiu a vitória nos UTVs foi a dupla de cearenses José Rufino e Paulo Alcantara (#609). “Comentar sobre os três dias de prova é falar um pouco sobre navegação, pilotagem, muita terra, dunas, areia. Foi bem eclético esse Rally Cerapió 2022. Gostaria de agradecer a meu navegador Paulo Alcantara por trazer esse tricampeonato para o Ceará. Muito obrigado, Paulo Alcantara, Cordão, Flavinha, Cerapió, por mais esse momento e evento grandioso. Que venha o Piocerá 2023 para defender o tetra", diz Rufino.

    O cearense Wescley Dutra (#301), de Cumbuco/Caucaia (CE), faturou o hexacampeonato da competição nos quadriciclos. “Foram três dias intensos. No primeiro dia ganhamos, no segundo dia tive problemas na botoeira de ajuste de hodômetro, que me custou a liderança, mas consegui vencer o terceiro dia e garantir o hexacampeonato”, afirmou.

    Devido o falecimento do piloto Daniel Santos, a última etapa do Rally Cerapió, que seria realizada nesta sexta-feira (28/1), entre Parnaíba (PI) e Barreirinhas (MA), foi cancelada, assim como a cerimônia de premiação. Toda a equipe do Rally Cerapió se solidariza aos familiares e amigos de Daniel.

    O Rally Cerapió 2022 tem patrocínio do Ministério do Turismo, Monster, Governo do Estado do Maranhão/Sedel, Governo do Estado do Piauí/CCOM, Governo do Estado do Ceará/Setur; copatrocínio do Consórcio Honda, Goodyear e Sebrae. O evento conta também com apoio da Reron, Prefeitura de Caucaia (CE), Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara (CE), Prefeitura de Barreirinhas (MA) e colaboração da Água Limpa, Audax, Sesc, ITTNET, Prefeitura de Ubajara (CE), Prefeitura de Parnaíba (PI) e Prefeitura de Paulino Neves (MA). A supervisão é das Confederações Brasileiras de Automobilismo (CBA) e Motociclismo (CBM), além das Federações Cearense, Maranhense e Piauiense de Automobilismo, Motociclismo e Ciclismo. A realização é da Radical Produções.

    Competição que reúne participantes de todos os cantos do país finaliza 35ª edição realizada em parte do percurso da Rota das Emoções

    O Rally Cerapió 2022 terminou para as motos com campeões de oito diferentes estados brasileiros. Válida pelo Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade (CBM), a prova contou com representantes do Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Gross, Paraná, Alagoas, Bahia, São Paulo e Ceará nas primeiras posições das 13 categorias. O último dia da 35ª edição do evento, que seria na sexta-feira (28/1), entre Parnaíba (PI) e Barreirinhas (MA), foi cancelado devido ao falecimento do piloto capixaba Daniel Santos, que participava da competição. Com isso, foram percorridos cerca de 900 quilômetros, em três dias de competição, entre Caucaia (CE), Jijoca de Jericoacoara (CE), Ubajara (CE) e Luís Correia (PI).

    Na categoria Elite, que reúne os principais nomes da modalidade, Jomar Grecco (#2), do Espírito Santo, conquistou o bicampeonato consecutivo. “O Cerapió sempre tem essa estrutura gigante, um evento bem feito, organização impecável em todos os sentidos. A parte técnica sempre bem feita: roteiro, levantamento e planilha. Os três dias que valeram foram sensacionais com trilhas técnicas, muita navegação. Estou feliz com o bicampeonato. Esses dois títulos eram o que faltavam na minha carreira: o Piocerá conquistado no ano passado e agora o Cerapió. O rally não terminou do jeito que a gente queria, sendo interrompido por uma fatalidade. O off-road está em luto pela perda de um piloto”, ressalta.

    Claudio Ferreira da Silva (#26), de Minas Gerais, foi o campeão da Graduado. “Quero parabenizar a organização pela prova técnica e muita trilha bacana. Uma pena o que aconteceu com o Daniel, mas tenho certeza que ele estava fazendo o que gostava. Estou muito feliz com esse título”, conta.

    Na Dupla Graduado, Rogerio Toledo Filho (#201A), do Mato Grosso, e Gabriel Calçado (#201B), de Minas Gerais, venceram os três dias na categoria. “É o meu primeiro título no Cerapió. Em 2020, escapou por pouco devido a uma quebra mecânica. Vencer essa prova é algo que eu almejo desde a minha primeira participação. No ano passado treinei bastante para competir em 2022 nas duplas. Tivemos a felicidade de saímos como campeões, o que é motivo de muita alegria e felicidade”, destaca Filho. “Este é o meu terceiro Cerapió/Piocerá. Ano passado fiquei em quarto lugar na Graduado. Andamos bem, tivemos uma boa sintonia e não cometemos erros. Ano que vem estaremos juntos novamente”, completa Calçado.

    Pela categoria Brasil, destinada às motos de fabricação nacional, Tiago Wernersbach (#53), do Espírito Santo, vice-campeão de 2021, levou seu primeiro título da competição. “Estou muito feliz, pena que, infelizmente, não terminou do jeito esperado. Meus sentimentos a família e amigos do meu conterrâneo. Agora é focar para as próximas competições”, diz. Na Over 40, o primeiro lugar na classificação ficou com Leonnardo Nannetti (#39), de Minas Gerais.

    Um dos campeões do Paraná desta edição, Claudio Hiert (#61) levou a melhor na Over 45. “O Cerapió é um evento diferenciado dos demais que a gente faz e compete. O condicionamento físico é essencial para uma prova como essa. Foram três dias muito acirrados, consegui manter meu ritmo e minha meta. Ano que vem estarei de volta”, evidencia.
    Victor Wanderley (#115), de Alagoas, que conquistou em 2021 o título da Dupla Novato ao lado do pai, neste ano encarou a Intermediária e foi campeão. “Esse título representa para mim muita superação. Me esforcei muito durante todo o ano para conseguir terminar a prova em busca de um pódio, independente da colocação. Tudo superou minhas expectativas”, revela.

    Também da região Nordeste, só que do estado da Bahia, Roberlan Checon (#74) venceu a Over 50. “Participar do Cerapió é a realização de um sonho. Também queria conquista um pódio, mas no decorrer da prova, vi que dava para buscar o título. Têm muitos pilotos consagrados do Brasil nessa categoria, sorte que abri vantagem nos dois primeiros dias de prova”, comenta.

    Péricles Dutra, do Paraná, conquistou mais um título do Cerapió, agora na Over 55. “Gostei bastante das etapas de um modo geral, principalmente do do segundo e terceiro dias. A prova tem que ter dificuldade para medir os pilotos”, avalia. George Parik, de São Paulo, levou o título da Over 60. “Essa é a minha terceira vez no Cerapió. Nas duas primeiras, fiquei com o vice. Neste ano estava bem preparado e não tive nenhum imprevisto maior”, conta.

    Entre os Novatos, o troféu de campeão foi para José Francisco Ferreira Junior, o “Junior 230” (#147), de Minas Gerais. Convidado para participar do Cerapió 2022, o influenciador e dono de um movimentado canal off-road no YouTube e nas redes sociais venceu a categoria. “Foi uma experiência sensacional. Muito feliz em ter participado, vim com uma expectativa muito alta em relação ao evento, mas superou ainda mais. Infelizmente tivemos uma fatalidade no penúltimo dia. Meus sentimentos para a família do Daniel”, solidariza-se.

    Pela Dupla Novato, Luiz Cavalcante Ferreira (#212B) e Marcus Silveira (#212A), do Ceará, foram os campeões. “Há muitos anos sonhávamos em participar desse que é o maior rally de regularidade das Américas. Sabíamos que ia ser muito difícil, mas conseguimos sair com esse título. Foi uma experiência incrível que pretendemos tentar repetir nos próximos anos”, planeja Teixeira. “Anos atrás tive o prazer de estar em uma largada do Cerapio e decidi que um dia iria participar. Este ano a oportunidade chegou e logo no ano de estreia, consegui ser campeão. Parabéns a organização que fez um evento perfeito, a nossa equipe de apoio que fez um trabalho incrível e agradecer o apoio dos familiares e amigos”, finaliza.

    Além das categorias de enduro, a competição conta com a Moto Rally para competidores que realizam o percurso dos carros, quadriciclos e UTVs. O campeão foi Thiago Alves Feitosa (#150).

    Bikes: Participantes de todos os cantos do país encararam os circuitos pela Rota das Emoções

    Para as bikes, o Rally Cerapió 2022 finalizou com 14 campeões de sete diferentes estados brasileiros. A prova foi do tipo MTB Cross-Country XCS, ou seja, várias etapas de maratonas (XCM). Os amantes dessa modalidade se desafiaram para conseguir a vitória no circuito Rota das Emoções. A edição de 35 anos contou com representantes de Minas Gerais, Piauí, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Ceará, que se consagraram como campeões das 14 categorias.

    O último dia da 35ª edição do Rally, que seria na sexta-feira (28/1) em Barreirinhas (MA), foi cancelado devido ao falecimento do piloto de moto Daniel Santos, que participava da competição. Com isso, a somatória das trilhas percorridas pelos atletas foi de 230 quilômetros, em três dias de competição nas cidades de Jijoca de Jericoacoara (CE), Ubajara (CE) e Parnaíba (PI).

    Na categoria que larga na frente e uma das mais concorridas, a Elite, o mineiro Rodrigo Silva, Audax Racing Team, conquistou o troféu P1 na sua primeira vinda ao nordeste e no Cerapió. “Primeira vez no rally e gostei demais da região. As trilhas aqui são lindas e graças a deus fiz uma boa participação durante esses três dias e saí como campeão da minha categoria”, diz.

    Com 29 anos, o piauiense Aloisio Ernesto foi campeão Sub 30. “A prova foi muito boa, tentei ficar sempre nos pelotões da frente e tive um ótimo resultado na minha categoria ficando como campeão. Estou muito feliz pela conquista e vou continuar treinando para as próximas edições”, conta.

    Com 8 horas e 27 minutos de tempo acumulado, na categoria Master A1, o maranhense Ronildo Santos, de 31 anos, fechou como campeão da categoria. Ainda na Master, o tricampeão do Cerapió/Piocerá, Daniel Zóia da Audax Racing Team, fechou os três dias de rally em segundo lugar geral e, mais uma vez, campeão. “Foram provas bastante agitadas e sai com a vitória na categoria Master A2. Fiquei muito satisfeito com o resultado. Na classificação geral, saí como segundo com o melhor tempo, atrás apenas do Rodrigo da categoria Elite, meu companheiro de equipe. Estou muito animado para essa temporada que se inicia. A equipe Audax está bastante empenhada”, ressalta.

    Na Master B1 e B2, os piauienses lideraram. Hugo Charles fechou a B1 com tempo acumulado de 7 horas e 41 minutos e Lindomar Ferreira na B2 com tempo de 7 horas e 44 minutos. Pela primeira vez, o atleta Hugo Charles foi para o Cerapió e elogiou a organização. “O rally foi excelente na questão da organização, as provas estavam muito boas, bem definidas e bem marcadas. É o primeiro ano que eu venho, vim pra ganhar experiência e estou muito feliz por estar saindo com a vitória”, diz. Já Lindomar Ferreira, campeão por dez vezes do Cerapió/Piocerá, correu nesta edição na categoria B2 e levou o troféu para casa. “O clima foi gostoso como sempre. Fui campeão no ano passado na B1 e neste agora na B2. Fico muito feliz por trazer esse resultado para o Piauí. O Zenardo, diretor de provas de Bikes, está de parabéns pelos percursos”, afirma.

    O pernambucano, José Osmário, campeão da Master C1, contou sobre a preparação para a 35 edição do Rally Cerapió na Rota das Emoções. “Foi uma prova muito difícil, me preparei seis meses antes para chegar nesse rally. Meus concorrentes foram muito fortes e parabenizo a todos. Agora para 2023 vou continuar me preparando, isso porque o Piocerá é uma prova muito difícil. Parabéns a toda a organização por essa edição de 35 anos que foi maravilhosa”, destaca.  Na Master C2, o baiano Edmilson Silva levou o troféu de primeiro lugar para a cidade de Serrinha, com tempo acumulado nos três dias de 9 horas e 30 minutos.

    Já na Master D, um veterano do Cerapió ganhou na categoria, Francisco Oliveira, da Audax Store Team, fechou com 9 horas e 28 minutos de tempo acumulado. “Mais um troféu que é fruto de muito treino e dedicação. Estou muito feliz por ter concluído essa edição e eu ofereço esse troféu a todos do Piauí e a equipe Audax”, friza.

    As mulheres representaram 14% do público na edição do Cerapió na Rota das Emoções. Na categoria Elite, a mineira Karen Olímpio, da Audax Racing Team, garantiu o troféu de campeã pela quarta vez. “Estou muito feliz por estar mais um ano presente no Cerapió e ter conseguido me divertir bastante nas trilhas com os outros atletas. Quero parabenizar a todos que participaram na prova. Com fé em Deus vamos estar aqui no próximo ano”, diz. Karen segue na preparação para várias provas para o ranking mundial, já que o objetivo é conseguir uma vaga nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024.

    Na Master Feminina, pela primeira vez no rally, a maranhense Sabina Fraga conquistou o seu primeiro troféu de campeã na edição de 35 anos. “Foi um misto de emoções no meu primeiro Rally Cerapió e muita adrenalina. Uma experiência que vai ficar na minha história, porque foi um momento único. Meu coração está feliz por mais essa conquista, que é um sonho que eu tinha há bastante tempo e consegui realizar”, comenta.

    Muito mais que um Rally, o Cerapió também é inclusivo. Na categoria PNE, o sergipano Paulinho Santana, da Audax Store Team, veio pela segunda vez e nessa edição completou todas as etapas da prova. “Segundo ano aqui e deu tudo certo. Fiz uma prova boa e, no fim, saí como campeão na categoria PNE. Agora é descansar e pensar nas próximas provas”, completa.

    Na categoria Dupla Masculina, os atletas Diego Correia e Genaldo Alves foram os campeões. Com 13 duplas inscritas, a concorrência estava alta na categoria. Com tempo acumulado de 8 horas e 18 minutos, eles levaram para o Ceará o troféu de primeiro lugar. Já nas Duplas Mistas, Mistica Suziane e Luiz Milenes, também cearenses, fecharam como campeões a 35ª edição do Rally com 10 horas e 9 minutos.

  • 2021 - Prova da 34ª edição da tradicional prova off-road terminou em Aquiraz (CE)

  • A 34ª edição do Rally Piocerá terminou neste sábado (30/1) em Aquiraz (CE). Os competidores dos carros, quadriciclos e UTVs percorreram cerca de 1.000 quilômetros após quatro dias de provas, encarando inúmeros desafios. Neste sábado (30/1), os pilotos e navegadores partiram de Canindé (CE) em uma prova marcada por médias muito altas, balaios e muita estradinha de terra, com cascalho solto e mudança de piso.

    Na categoria Master dos carros, José Carlos da Silva e Enedir da Silva Júnior, o Bolacha (#701), de Cuiabá (MT), conquistaram o primeiro lugar e são os vencedores da categoria. “Participar dessa competição foi um prazer muito grande pra nós. Foi uma disputa extremamente difícil e vamos guardar na história esse troféu. Ganhamos o Piocerá e não é pouca coisa, me sinto muito honrado com essa grande conquista”, disse José Carlos da Silva.

    Aurélio Bilhalva e Alexandre Rech (#721), de Pelotas (RS), levaram o título na categoria Graduado dos carros. “Sem dúvida estamos muito felizes por ter participado desse rally. É a segunda vez que participamos do Piocerá e estamos muito felizes por ter conquistado esse título”, afirmou o piloto.

    Os cearenses Davi Feitosa Campos e Davi Pinheiro Cavalcante (#737) fecharam a participação no Rally Piocerá no alto do pódio na categoria Turismo dos carros. “Foi uma prova de muita superação e até o último briefing, ficamos na dúvida se íamos largar ou não. Passamos por muitos obstáculos e dificuldades, mas no final conseguimos ganhar”, comentou Feitosa.

    A dupla de Teresina (PI), Maycon Gomes Soares e Daniel Rocha Rodrigues mantiveram a liderança e foram os campeões na categoria Júnior. “Mesmo de forma muito restrita, cumprindo todas as medidas exigidas para evitar aglomeração, foi um rally muito organizado e a gente conseguiu ficar em primeiro lugar na nossa categoria. Esperamos que no próximo ano seja aberto para todo mundo e que essa fase de pandemia já tenha passado, para que possamos ter uma festa maior”, disse Gomes.

    Quem garantiu a vitória nos UTVs foi a dupla de pernambucanos Carlos Eduardo Silva de Melo e Luan Dutra Duarte (#602). “Foi um evento muito incrível, no primeiro dia nós tombamos e ainda conseguimos ganhar a prova. Realmente foi um resultado inesperado, mas estamos muito felizes”, comentou o piloto.

    Grande nome do off-road nacional, o cearense Wescley Dutra (#301), faturou o pentacampeonato da competição nos quadriciclos. “Este ano foi bem bacana apesar de toda a dificuldade, quase eu não consegui vir. Quero agradecer a todos que acreditaram e torceram por mim. Estou muito feliz com o pentacampeonato, comemorando meus dez anos no Cerapió/Piocerá”, disse Dutra.

    O Rally Piocerá 2021 é válido pelo Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade (CBM) e pelo Campeonato Brasileiro de Rally de Regularidade (CBA). O evento tem patrocínio do Ministério do Turismo; copatrocínio do Consórcio Honda, Goodyear, Governo do Estado do Piauí, Governo do Estado do Ceará, apoio da Audax, Reron e ITTNet, além do apoio institucional das Prefeituras de Teresina (PI), Piripiri (PI), Ubajara (CE), Guaraciaba do Norte (CE), Canindé (CE), Guaramiranga (CE) e Aquiraz (CE). A realização é da Radical Produções.

     

    Válida pelo Campeonato Brasileiro de Enduro Regularidade, competição desbravou trilhas do Piauí e Ceará

    O Rally Piocerá 2021 terminou no último sábado (30/1) com vitória e lugar mais alto do pódio para grandes nomes do motociclismo nacional. Foram quatro dias de disputas, com largada em Teresina (PI) e chegada em Aquiraz (CE), com cerca de 1.000 quilômetros percorridos, passando também por Piripiri (PI), Ubajara (CE) e Canindé (CE). A 34ª edição da tradicional prova do off-road nacional é válida pelo Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade. Das 11 categorias das motos, nove consagrou pilotos campeões, alguns que ainda não tinham vencido a prova.

    É o caso de Jomar Grecco (#2), da categoria Master. O capixaba é tricampeão brasileiro de enduro de regularidade e vencedor das principais provas nacionais da modalidade. “Sem palavras para descrever esse momento. Venho buscando esse título há 15 anos. É o único que faltava na minha galeria e a conquista foi com muita garra e força. Quero agradecer a todos que torceram por mim e que o Cerapió 2022 seja ótimo tanto como esse”, destaca. A segunda colocação da categoria ficou com Guilherme Cascaes (#12), seguido de Emerson Loth (#1), campeão de 2020.

    Na Sênior, o título de 2021 do Rally Piocerá ficou com Gabriel Soares (#26), o “Tomate”. Embora seja sua primeira conquista no enduro de regularidade, o piloto oficial da Honda Racing é também o atual campeão brasileiro de enduro FIM na categoria E2. “Estou muito feliz com o meu desempenho na competição. A meta era a vitória e eu havia me preparado para isso. Estava confiante desde o início e deu tudo certo”, comemora. O vice-campeonato ficou com Erasmo Schwanz (#21).

    Dário Júlio (#30), também da equipe Honda, faturou o hexacampeonato do Rally Piocerá/Cerapió. Neste ano, ele subiu no lugar mais alto na Over 40. “A prova é fantástica, muito técnica e longa. A edição deste ano foi diferente, com grande diversidade de terreno e de clima. Chegamos a pegar frio no Ceará, uma situação inédita para mim. Estou muito feliz em começar um ano com essa conquista”, ressalta. Claudio Ribeiro (#38) terminou em segundo lugar na categoria.

    Outro que ganhou seu primeiro título da competição é Thiago Veloso (#42), vencedor de grandes provas de regularidade e rally cross country. O piloto mineiro estreou no Rally Piocerá neste ano e levou a melhor na categoria Brasil, exclusiva para motos nacionais. “Estou muito contente pelo título. A chegada com o visual das dunas de Aquiraz não tem preço. É para coroar os quatro dias e agradecer por ter dado tudo certo”, declara. A segunda posição ficou com Tiago Wernersbach (#44), outro estrante na prova, tricampeão brasileiro de enduro FIM.

    Na Over 45, Sandro Hoffmann (#122) alcança a marca de 13 títulos no Rally Piocerá nas motos. Ele é o maior vencedor da categoria. “Muito feliz com essa conquista, no ano que completo 20 participações no Rally Piocerá/Cerapió. Tenho um imenso carinho por essa prova e já vou começar a preparação para 2022”, ressalta. Leildo Silva (#125) terminou em segundo lugar.

    O campeão da Júnior de 2021 é de Matheus de Moura (#64), que já tinha no currículo outro título da competição. “Ano passado vim pela primeira vez e fui campeão da Novato. Neste ano, subi para a Júnior e novamente conquistei o título”, conta. O vice-campeonato ficou com Bárbara Neves (#72), única mulher inscrita na modalidade motos.

    Péricles Dutra (#51), campeão da Over 50, é outro que coleciona títulos do Rally Piocerá/Cerapió. “Já ganhei sete vezes. É muito especial participar aqui, com gente de vários estados e de alto nível. É sempre uma prova bem difícil e dura”, destaca. Cleber Sacramento (#55) foi o segundo colocado.

    Entre os Novatos, José Airton Cunha Junior (#90) foi o grande vencedor da categoria. “Era meu sonho competir e estar aqui. Estou muito feliz e não quero deixar de participar mais”, revela. Quem ficou com a segunda posição foi Rieli Coelho (#76).

    A Dupla Graduada Thiago Franco (204A) e Wenderson Duarte, o Nenel (204B), foi a campeã de 2021. É o bicampeonato para Nenel, que levou mais uma vez o título para o Rio de Janeiro. “É uma honra ganhar novamente e poder representar toda a nossa galera, principalmente o Saul [Zakkour], que não participou neste ano. Marino Alves (203A) e José de Padua (203B) completaram a prova em segundo lugar.

    Victor (210A) e José Alfredo Wanderley (210B) faturaram a Dupla Novato. “Foi uma surpresa esse título. É a realização de um sonho participar ao lado do meu pai, em um evento de grande prestígio como o Rally Piocerá”, destaca Victor. O vice-campeonato ficou com Alexandre Vaz (211A) e José Ferreira (211B).

    Na Moto Rally, categoria na qual os participantes fazem o percurso dos carros, quadriciclos e UTVs, Rogério Almeida (#116), venceu pelo segundo ano a disputa. “Ano passado comemorei meus 30 anos de off-road. Comecei no Piocerá e foi muito prazeroso. Esta é a minha sexta vitória na competição e estou muito feliz”, conta. Bruno do Santos (#101) ficou em segundo.

     

    Bikes: Campeões foram definidos após percurso final entre Guaramiranga (CE) e Maranguape (CE)

    A edição histórica da prova de 20 anos do Rally Piocerá foi concluída com grandes emoções. O percurso entre Guaramiranga (CE) e Maranguape (CE) foi repleto de técnica, com altimetria negativa de 2.200 metros, em 83 quilômetros. No resultado acumulado, o atleta da Elite Masculino, Danrley Cavalcante, de Olivedos (#407), fez o melhor tempo nas quatro etapas: 13h20min39s. Na Elite Feminina, Karen Olímpio (#489), da Audax Bike Team, conquistou o bicampeonato.

    A prova foi muito intensa, dura, com altimetria relevante e atletas preparados vindos dos mais diversos estados. Foram percorridos 358 quilômetros, entre o Piauí e o Ceará. O campeão da Elite teve um desafio: superar o mineiro Daniel Zoia (#401), que já vinha de olho no tetracampeonato, e concluiu as etapas do Rally Piocerá em 13h32min36s. Outros bons desempenhos, no consolidado geral, foram conquistados pelos pernambucanos Renato Williams (#443), em 13h33min34s, da Categoria Master A2 e Fernando Dantas (#431), da Master A1, em 14min03min50s.

    “Essa é minha primeira vez na prova. Vim com a expectativa de ser campeão e superei minha expectativa. Consegui a vitória na primeira e na segunda etapa, abrindo vantagem. Quero parabenizar a organização pela prova. Passamos por belas paisagens que fizeram toda a diferença. Agradeço também a todos os patrocinadores que estiveram comigo nessa missão do Rally Piocerá 2021, disse Danrley Cavalcante, campeão da Elite Masculino.

    Os atletas ficaram felizes com suas performances. A última etapa foi marcada por muito sobe e desce, serras longas e bem íngremes que deram ainda mais técnica ao percurso. Na Elite Feminina, Karen Olímpio (#489) festejou o bicampeonato. “Foi uma ótima experiência estar aqui novamente. Apesar de não ter os meus melhores dias na bike, consegui me superar. O clima da última etapa estava mais fresco e com isso consegui me sentir bem, mesmo com as pernas cansadas. Obrigada à organização e à minha equipe Audax que sempre está comigo”, destacou a mineira.

    O piauiense Lindomar Ferreira (#454) se manteve na liderança da Master B1 em três das quatro etapas do Rally Piocerá. “Dei o máximo de mim nessa prova. Agradeço a quem sempre fez de tudo por mim. Levo essa vitória para casa com muita alegria e emoção, depois de quatro dias de muitos desafios”, falou o atleta emocionado.

    Na categoria Master C, o cearense Márcio Dobel (#478) foi o líder. Na Master D, o piauiense Antônio Francisco de Oliveira (#420) foi o melhor colocado. “É muita emoção em participar por mais um ano do Piocerá. São cinco edições e sempre vivo coisas diferentes. Fico feliz em poder ser campeão na minha categoria novamente”, disse o atleta.

    Este ano especial de comemoração de duas décadas da prova de bikes foi marcado pelo lançamento da categoria PNE, destinada às pessoas com deficiência. O mato-grossense Bruno Paim (#450), da Audax Bike Team, se manteve na briga por um lugar no pódio e no quadro geral da prova. “A competição foi incrível. Já senti as mudanças em relação ao ano passado. Nos trechos de serra, tivemos um clima diferente, o que nunca presenciei no rally. É sempre uma aventura estar no Piocerá”, falou.

    Na categoria Dupla Masculina, os cearenses de Ubajara (CE) Rodrigo Aguiar (#53401) e Anderson da Silva (#53402), se mantiveram no topo nas quatro etapas. Nas Duplas Mistas, Venilda Eli (#53801) e Elionai (#53802), se mantiveram na liderança nas três últimas etapas. Em outras edições, eles competiam em categorias separadas, mas chegaram às Duplas para somar.

    O Rally Piocerá 2021 chega ao fim como uma das provas de bike mais respeitadas em todo Brasil e atraindo atletas de todas as regiões. “Nós temos orgulho de organizar uma prova como esta. Todo esforço feito vale a pena. Neste ano, passamos por muito dificuldade, mas conseguimos superar. Não pude estar em contato físico com os atletas e tão presente como eu gosto, mas toda a organização se manteve atenta às determinações oficiais de saúde e prezando pela qualidade técnica da prova”, rechaçou Zenardo Maia, diretor da prova de bikes.

  • 2020 - Cerapió 2020 é marcado pelo equilíbrio e reviravoltas nas classificações

  • A 33ª edição do Rally Cerapió, tradicional prova de regularidade do off-road nacional, terminou nessa sexta-feira (31/1), em Teresina (PI), após quatro dias de competição, que teve início em Fortaleza (CE) no dia 27. As disputas nos carros, quadriciclos e UTVs (espécie de buggy) foram marcadas por muita competitividade, equilíbrio e reviravoltas nas classificações. Em resumo, o evento consagrou antigos e novos campeões, que percorreram mais de 1.000 quilômetros, passando também por Sobral (CE) e Pedro II (PI). 
     
    Ao todo, o Rally Cerapió 2020 reuniu 420 participantes de 22 estados, mais o Distrito Federal, além de estrangeiros. Foram 98 competidores inscritos nos carros, 26 nos UTVs e seis nos quadriciclos, na prova que abriu a temporada do Campeonato Brasileiro de Rally de Regularidade, da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo). Além dessas modalidades, a competição contou com 150 inscritos nas bikes e 140 nas motos.

    Na categoria Master dos carros, Renato Martins e Gustavo Schmidt (#731), de Belo Horizonte (MG), conquistaram o tricampeonato. “Ganhar o Cerapió é uma realização de quem gosta de 4x4. Tivemos muita dificuldade, mas tudo deu certo no final”, diz o piloto Martins. “É o oitavo ano que a gente anda aqui. Somos os dois tricampeões, porém, pela primeira vez juntos como dupla. É a prova que abre a temporada e que medirá como será o campeonato neste ano”, completa o navegador Schmidt.
     
    Felipe Ferro e Jonatas Carvalho (#709), de Teresina (PI), levaram o título na categoria Graduado dos carros. A prova foi muito boa, com muita variação de terrenos. Mesmo com alguns problemas, conseguimos bons resultados ao longo das etapas e fomos administrando até o último dia. Estamos tentando a alguns anos ser campeão e dessa vez deu certo”, conta o piloto Ferro. “Neste ano, a navegação foi bastante exigente, muito pesada e cansativa. Foi necessária muita atenção e paciência para não nos perder”, ressalta o navegador Carvalho.
     
    Os estreantes Romulo Fortuna e Italo Rodrigues (#727), de Fortaleza (CE), fecharam a primeira participação do Rally Cerapió no alto do pódio na Turismo dos carros. “Foi uma experiência fantástica! Viemos concentrados, com vontade de ganhar e conseguimos esse êxito, que não é fácil, já que tem muita gente boa andando”, destaca o piloto Fortuna. “A organização forçou na navegação e a dupla tinha que estar muito concentrada o tempo todo”, lembra o navegador Rodrigues.
     
    Eugenio Paccelli Alves e Eugenio Paccelli Filho (#720), também de Fortaleza (CE), são os bicampeões da classe Júnior dos carros. “Mais uma vez, foi ótimo. Acho que estamos nos acostumando com a vitória”, brinca o piloto pai. “A Júnior do Cerapió é nossa!”, grita o filho fazendo referência ao domínio da equipe Só Jeep Brasil no pódio da categoria.
     
    Entre os UTVs Graduados, a dupla cearense José Rufino Neto e Paulo França (#606) garantiram o título, após revezamento de três diferentes líderes na classificação durante a semana. “Neste ano, o bicho pegou e a chuva apimentou. Meu navegador fez a diferença e viemos para buscar o bicampeonato”, comenta o piloto Rufino. “A responsabilidade de trabalhar para o bicampeonato foi grande, mas estávamos confiantes em fazer um bom trabalho, nos divertir e fazer o que a gente faz de melhor que é navegar há 15 anos nesse rali”, destaca o navegador França.
     
    Os maranhenses de São Luís, Felipe Araujo e Lincoln Ferreira (#609), comemoraram muito a vitória entre os UTVs Novatos. “É uma experiência que nunca tinha acontecido na minha vida. Meu primeiro rali e já tivemos essa graça de ficar em primeiro”, ressalta Araujo. “Foi um desafio para mim. Era piloto, virei navegador, topei encarar o desafio com o Felipe e foi demais”, complementa Ferreira.
     
    Outro grande nome do off-road nacional também levou mais um título do Rally Cerapió nos quadriciclos. O cearense Wescley Dutra (#304) faturou o tetracampeonato da competição, depois de enfrentar diversos problemas. “O rali foi de superação, com uma virada aos 45 do segundo tempo. Depois de um primeiro dia totalmente fora do comum, com quebras, consegui retomar a prova e vencer. São nove anos que participo do Cerapió/ Piocerá e agora é só comemorar”, finalize Dutra.            
     
    O Rally Cerapió 2020 tem patrocínio do Governo do Piauí - Setur e do Governo do Ceará - Setur, Consórcio Honda, Prefeitura de Teresina e Minstério do Turismo. O apoio é da Prefeitura de Fortaleza - Setfor, Reron, Audax, Caixa Econômica Federal, com parceria do Teresina Shopping, Marko Informática, Cetseg. Colaboração das Prefeituras de Pentecoste (CE), Itapajé (CE), Sobral (CE), Groaíras (CE), Carnaubal (CE), Domingos Mourão (PI), Pedro II (PI), Campo Maior (PI) e União (PI). A organização é da Radical Produções.

    Representantes de nove estados subiram no lugar mais alto do pódio nas categorias de motos

    Teresina (PI) – O Rally Cerapió 2020 conheceu os campeões das motos na 33ª edição da tradicional prova de regularidade do off-road nacional, que começou no dia 27 de janeiro, em Fortaleza (CE), e terminou nessa sexta-feira (31/1), em Teresina (PI). Representantes de nove estados brasileiros subiram no lugar mais alto do pódio nas categorias de motos. Foram percorridos mais de 1.000 quilômetros, passando também por Sobral (CE) e Pedro II (PI). 

    Ao todo, a competição reuniu 420 participantes de 22 estados, mais o Distrito Federal, além de estrangeiros. Na categoria motos foram 140 inscritos que encararam a edição, considerada uma das mais desafiadoras da história do Rally Cerapió/Piocerá. Neste ano, os quatro dias de prova também valeram pela abertura do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo).

    Na categoria Master, o título ficou com Emerson Loth, o “Bombadinho”, atual tetracampeão brasileiro de enduro de regularidade. Apesar de tantas conquistas em competições off-road, esta é a primeira vez que ele ganha o Rally Cerapió. “Estou feliz com o título e pela prova ter evoluído bastante o nível técnico, com um percurso bem bacana, digno de uma boa abertura do campeonato brasileiro. Ano que vem estarei de volta”, diz o piloto de Curtiba (PR).

    Lenilson Viana, de Teresina (PI), foi o campeão da Sênior. “Foi uma edição muito difícil, principalmente no último dia, com muita serra e pedra. Tive muita sorte e consegui vencer”, conta. Na Over 40, Erasmo Schwanz faturou o bicampeonato da categoria. “Este ano a prova estava mais pesada, porém, muito mais emocionante. Acredito que chuva me ajudou bastante, já que estou acostumado com o piso mais liso. O percurso foi escolhido a dedo, com as melhores trilhas que já andei nessas regiões”, ressalta o piloto de Marechal Floriano (ES).

    Com 100% de aproveitamento, com vitória nos quatro dias de prova, o mineiro Dário Júlio conquistou o seu quinto título do Rally Cerapió/Piocerá, sendo o primeiro na classe Brasil. “Adoro essa prova e gosto muito de participar desse evento no Ceará e no Piauí. Esses estados têm uma cultura maravilhosa e trilhas propícias ao enduro de regularidade”, destaca o representante de Lavras.

    Quem também venceu em todos os dias da Over 45 foi Sandro Hoffmann. É o 12º títuto do piloto de Venda Nova do Imigrante (ES), um dos mais consagrados da competição. “O Cerapió é uma prova especial e enquanto eu tiver energia e disposição, estarei aqui. Neste ano, o primeiro dia de trilha estava difiicil; o segundo estava mais, e o terceiro muito mais. Ainda bem que andei na Over 45. Se fosse na Master com certeza, teria sofrido muito”, conta o capixaba.

    Na Júnior, Guilherme Portela e Silva, de Teresina (PI), levou a melhor e subiu no lugar mais alto do pódio. “Foram várias experiências que guardarei na cabeça e coração, como as pessagens pelas pedras, laços, areia e lama. Vim para brincar e saio daqui com um troféu de campeão”, evidencia o piauiense.

    Villegagnon de Oliveira conquistou o título na Over 50. “Venho no Cerapió desde 2004. É uma prova muito gostosa de andar e o resultado é o que menos importa. Estou muito feliz em estar aqui”, diz o piloto de Timóteo (MG). Entre os Novatos, destaque para Mateus de Moura, que já se tornou campeão na sua estreia como piloto. “Já vim quatro vezes de apoio para meu pai e agora fui o piloto e ele o apoio. A prova foi bem técnica, difícil, e exigiu muito prepare físico. A sensação é incrível e, com certeza, estarei aqui de novo no ano que vem”, avisao piloto de Palmas (TO).

    Na Dupla Graduado, Saul Zakkour, ao lado de Wenderson Duarte, se tornou tricampeão do Cerapió/Piocerá. “A edição foi mais dura que no ano passado, com muito mais trilha, superação e bem melhor”, analisa o piloto do Rio de Janeiro (RJ). “Minha vinda foi de última hora para substitir o Leildo [Silva], que não pode participar neste ano. Aprendi muito nesses dias”, completa Duarte, de Petrópolis (RJ). Já os paulistas Cristiano Silva e Alírio Fonseca, dupla nota 100, por ter vencido todas as etapas, eram só sorrisos aos receberem o troféu de campeão da Dupla Novato. “Quero agradecer ao meu parceiro por ter me trazido aqui desde o ano passado. Não vejo a hora de voltar”, destaca Silva, de São José dos Campos (SP). “Não tenho palavras para explicar a alegria que estou sentindo. Nossa parceria deu muito certo e ano que vem tem Piocerá de novo”, lembra Fonseca, de Taubaté (SP).

    Além das provas de regularidade, o Rally Cerapió conta com a Moto Rally, modalidade na qual os participantes seguem de moto a trilha dos carros, quadriciclos e UTVs. Rogério Almeida, campeão da Master em 1992, foi comemorar os seus 30 anos de off-road no Cerapió 2020 e saiu de lá com o título da Moto Rally. “Quis voltar às minhas origens que é a motocicleta. Mesmo depois de 13 anos sem acelerar como piloto de moto, sei que continuo competitivo. Isso tá no sangue. Quero agradecer a todos que acompanham a minha história desde 1990”, ressalta o cearense de Fortaleza (CE).

    Outro grande nome do Rally Cerapió/Piocerá é Peter Ferreira. O vencedor da categoria Moto Rally Over 55 é o dono do maior número de títulos da competição. São 13, contando com este. ”Foi uma edição bem difícil. Tive problemas no segundo e terceiro dias, mas no último corri atrás. Ainda não sei se vou tentar mais títulos, mas acredito que essa será a minha última participação. Vou deixar para outros ganharem agora”, revela o piloto de Teresina (PI).  

    Atletas da Corinthians Audax Bike Team fizeram os melhores tempos de prova. Pernambucanos da equipe WellBike conquistaram quatro primeiras colocações

    O último dia da prova de bikes do Rally Cerapió 2020 foi decisivo para os atletas que se mantiveram até a quarta etapa. O circuito em Teresina (PI), nesta sexta-feira (31) confirmou a vitória dos atletas da Elite, José Gabriel, no Masculino; e Karen Olímpio na Feminina. Na categoria Master, a disputa foi acirrada, assim como nas duplas. 

    A prova foi marcada por um terreno plano e com pontos arenosos. Os 100 quilômetros foram disputados a cada trecho. O melhor tempo da última prova foi conquistado por Luís Diego, da Sub30, com 03:00:44. O líder da Elite, José Gabriel veio em seguida, completando a última etapa em 03:00:46.  Já André Matos, da Master A2, fechou a etapa em 03:02:09 colado em Fernando Dantas, da Master A1, que conquistou na liderança em sua categoria. 

    “Foi atípico pra mim. Tive dois furos de pneus em menos de 20 km. Tive que fazer reparos nas rodas, sem falar que foi uma prova de muita perseguição. Fiz muita força até conseguir encontrar o pelotão da frente. No final, rolou uns ataques que ajudou a chegar junto com outros atletas”, disse o bicampeão José Gabriel (Corinthians Audax Bike Team).

    A mineira Karen Olímpio fez sua estreia na Corinthians Audax Bike Team e no Rally Cerapió conquistando título. “Os dois últimos foram mais planos. No último dia, consegui acompanhar o pelotão por bastante tempo, selecionei um grupo e vim até o final. Foi épico pra mim. Em 2021 estarei aqui novamente”, comemorou a atleta da Elite. 

    A cerarense Venilda Eli (Golden Hair) voltou ao lugar mais alto do pódio na categoria Master Feminino, após quatro anos. “Foram percursos muito difíceis, com subidas, terrenos pesados, mas que tivemos todo o apoio pra seguir em frente. A organização do Cerapió fez a sinalização correta e sempre manteve a prova em alto nível. Todos estão de parabéns!”, frisou.

    Que o Rally Cerapió é uma prova dura, isso muita gente já sabe. E foi em busca disso que Fernando Dantas (WellBike) voltou à prova depois de 12 anos. “Comecei a participar ainda em 2006 quando fui vice-campão. Voltei em 2007, sendo campão, em 2008 tiver problemas mecânicos e fiquei de fora. Mas voltei pra subir ao pódio e consegui”, disse o campeão da categoria Master A1. 

    Pelo segundo ano no Rally Cerapió, o pernambucano Renato Williams (Caruaru Team Race) conquistou o bicampeonato. “Ano passado fui campeão na Master A1 e agora na Master A2. Foi um percurso muito travado, cheio de lama, que foi necessário fazer uma força ainda maior. Está de parabéns a todos da organização pelo nível da prova”, comemorou. 

    Glauciano Freire (João Ciclo), da categoria Master B1, superou os desafios com a bike. Para ele, a conquista no Cerapió tem um sabor especial. “Eu venci a obesidade e o alcoolismo. Hoje estou aqui comemorando. Sou ciclista é muito dedicado ao que eu faço e estou muito feliz com essa vitória”, comemorou o cearense.

    Em uma disputa acirrada, os atletas da categoria Master B2 se desdobraram para conquistar o pódio. Outro pernambucano conquistou o lugar mais alto do pódio: Robson Pontes (WellBike). “Agradeço a Deus por ter terminado a prova. Enfim, nesse ano eu consegui treinar mais e conquistar o pódio. O Rally Cerapió está de parabéns e em 2021 voltarei novamente”, disse o atleta. 

    Quem também comemorou o êxito no maior Rally das Américas foi o cearense campeão da categoria Master C1, Márcio Dobel (MM Team). “Foi a quarta vez que participei e tenho certeza que foi uma das provas mais duras que já participei. Convido aqui atletas de outros lugares, que amam montain bike a vir participar do Cerapió e ver que a prova é organizada e de alto nível”, agradeceu. 

    José Antônio Barbosa (WellBike) fez sua estreia no Rally Cerapió do melhor jeito. Ao subir ao pódio como campeão da categoria Master C2, o sentimento era de gratidão. “Foi muito treino. Tenho 56 anos, pedalo a 17 anos, e de uma coisa eu sei: quem quiser vir para o Cerapió deve se preparar muito”, disse o atleta que passou por 6 meses de intenso preparo. 

    O pernambucano Luís Diego (Movelaria Nossa Senhora Aparecida) melhor tempo na última etapa da prova, conquistou o bicampeonato no Rally Cerapió na categoria Sub30. “Sou muito grato ao apoio que minha equipe tem me dado. Graças a eles e a Deus consegui mais uma vitória nessa prova tão importante”, festejou. 

    Na categoria Veteranos, o piauiense Antônio Francisco de Oliveira (Audax MR Team) se manteve líder em todas as etapas. “Nunca é fácil participar do Cerapió. O percurso estava bom, assim como a marcação da prova. Agradecemos todos os meus apoiadores por acreditarem no que eu faço”, falou. 

    Os piauienses também conquistaram pódio na categoria Duplas. Cronwell Neto e Antônio Marcelo se mantiveram na liderança nas duas primeiras etapas, abriram ampla vantagem, o que favoreceu o pódio. “Foi uma experiência muito boa correr em dupla, pois a gente sempre se ajuda”, disse Marcelo. Cronwell festeja o terceiro pódio no Rally Cerapió. “Tudo de bom participar da prova!”, falou.

    Durante as quatro etapas, os inscritos na modalidade bikes do Rally Cerapió 2020 percorreram mais de 400 quilômetros, com percursos e circuitos entre as cidades de Itapajé (CE), Sobral (CE), Pedro II (PI) e Teresina (PI). A integra o ranking nacional Stage Race, da Confederação Brasileira de Ciclismo.

  • 2019 - Rally Piocerá partiu neste ano de Teresina (PI) rumo a chegada inédita em Juazeiro do Norte (CE

  • A jornada dos Carros, Quadriciclos e UTVs no Rally Piocerá 2019 terminou com campeões cautelosos, que souberam administrar a vantagem durante a semana, nos mais de 1.200 quilômetros percorridos entre o Piauí e Ceará. A 32ª edição da tradicional prova off-road do país começou em Teresina (PI), no dia 21 de janeiro, com a largada promocional. De lá, pilotos, navegadores e equipes embarcaram em uma viagem de quatro dias, passando pelas cidades de Floriano (PI), Picos (PI) e Iguatu (PI) até finalizar em Juazeiro do Norte (CE), na última sexta-feira (25/1).

    Decididos e focados, Fernando Lage e Jhonatan Ardigo (#704) vieram ao Piocerá 2019 com o objetivo do título. Antes adversários e hoje parceiros, a dupla terminou como campeã da Master dos Carros. “Fizemos algumas provas juntos no ano passado e agora o Piocerá. Estamos com 100% de rendimento. Ganhamos tudo o que disputamos”, conta Lage. “A duração das provas deste ano foi o grande desafio do Piocerá. Teve dia que a gente andou quase 12 horas. Foi bem desgastante e tínhamos que estar bem preparados”, completa.

    Na Graduado, Fabio Ruediger e Luiz Felipe Eckel (#717) conquistaram a vitória na categoria. “A prova foi muito boa, bem técnica e deu para medir tanto o piloto quanto navegador. A dupla tinha que estar em boa sintonia e foi o que tivemos, mesmo com alguns problemas”, destaca o navegador Eckel.

    Paulo Lima e Marcelo Borsatto (#740) foram os campeões da Turismo. “No ano passado, a gente brigava pelo título quando nosso carro quebrou. E nesse ano, viemos com o intuito de ganhar mesmo”, diz Lima. “Foram quatro dias de competição e poupar o equipamento é fundamental. Acredito que contamos com 70% de técnica e 30% de sorte para levar esse troféu”, complementa Borsatto.

    Pai e filho, Eugenio Alves e Eugenio Alves Filho (#729) foram os destaques na Júnior. “A disputa exigiu muito do carro e da gente, mas foi tudo perfeito. No fim de tudo deu certo. A sensação de ganhar uma competição ao lado do meu pai é única e recomendo isso a todos”, evidencia Filho. 

    A modalidade UTVs conta com duas categorias. Na Graduado, José Rufino Neto e Glauco Junior (#603) subiram no lugar mais alto do pódio. “O Piocerá 2019 foi um verdadeiro teste de resistência, com as provas de longa duração e muito calor. A preparação física e psicológica fez toda a diferença”, analisa Neto. Pela Novato, o triunfo final foi para Ruan Pablo Ferreira e Alencastro Ferreira Junior (#606). “Essa é a nossa segunda participação e dessa vez, com um pouco mais de experiência, deu certo para sairmos campeões, apesar de todas as dificuldades”, ressalta o piloto.

    Nos Quadriciclos Graduado, Wescley Dutra (#302) faturou o tricampeonato, com uma disputa acirrada com Italo Santiago. “É uma satisfação correr essa prova. Amo regularidade e estou satisfeito com o meu desempenho. Muito feliz por essa conquista. É para começar o ano bem”, fala Dutra. Por fim, na Novato, Lucas Guerra (#310) ficou com o título. “O que compensa isso tudo é ver de perto as paisagens do rali, as amizades que a gente conquista e, claro, o nosso desempenho e evolução”, finaliza Guerra.

    O Rally Piocerá 2019 é organizado pela Radical Produções e tem patrocínio do Consórcio Honda e Governo do Ceará; apoio da Prefeitura Municipal de Teresina, Audax, Reron e Teresina Shopping; colaboração da ITTNET das Prefeituras de Amarante, Floriano, Iguatu, Juazeiro do Norte, Barbalha e Piauí Shopping. O evento também tem parcerias com o Sebrae e Prefeituras de Monsenhor Gil, Miguel Leão, Angical do Piauí, Francisco Ayres, Oeiras, no Piauí, além de Araripe e Jucás, no Ceará. Mídia oficial: Pró Moto. Resgate médico: Anjos da Vida. Segurança oficial: Cet Seg.

     

    Campeões das Motos no Rally Piocerá 2019 são definidos após disputas ponto a ponto:

    Depois de quatro dias desbravando diversas trilhas do Piauí e Ceará, o Rally Piocerá 2019 chegou ao fim com disputas emocionantes nas Motos. Os pilotos que encararam a prova da 32ª edição da tradicional competição off-road do país percorreram mais de 1.200 quilômetros, em terrenos variados, com subidas, descidas, além de muitos e longos desafios técnicos. As primeiras atividades do evento foram realizadas em Teresina (PI), em 21 de janeiro. No dia seguinte, a caravana com cerca de 1.000 pessoas iniciou a viagem que teve como pontos de parada as cidades Floriano (PI), Picos (PI), Iguatu (CE) até chegar ao destino final em Juazeiro do Norte (CE), na última sexta-feira (25/1).

    Na categoria Master, o duelo entre o mineiro Tunico Maciel (#1), da Equipe Honda Racing, e o capixaba Jomar Grecco (#2), da Yamaha O2BH Racing, já estava anunciado mesmo antes do início da competição. Os dois pilotos disputaram dia a dia, etapa a etapa, revezaram a liderança e por apenas um ponto de diferença, Maciel levou a melhor e faturou o tricampeonato consecutivo do Rally Piocerá/Cerapió (2017, 2018, 2019). “Ganhar depois de tudo isso e de um concorrente do nível do Jomar é muito gratificante. É um título muito importante, de uma prova com grande visibilidade nacional. Estou muito feliz e motivado para seguir treinando para a temporada 2019, que está só começando”, destaca Maciel.

    Mais uma vez campeão da Sênior e com o 11º título da prova, Sandro Hoffmann (#10) finaliza o Piocerá 2019 com a missão cumprida. “Pensei em me aposentar em 2010, mas a vontade de competir ainda é grande. São 18 participações no evento e espero que tudo isso seja um estímulo para que outros pilotos encarem o desafio e, quem sabe, superem a minha marca”, desafia Hoffmann.

    Pela Over 40, o campeão é Erasmo Schwanz (#12). “É o meu primeiro Piocerá e a maior dificuldade, com certeza, foi o forte calor. Gostei muito da prova e pretendo voltar novamente no ano que vem”, avisa Schwanz. Já na categoria Brasil, destinada a modelos nacionais, apenas dois pontos a mais garantiram a Marcos Vinycius Santos (#27) o título de estreia da classe na competição. “Conseguir vencer o Rally Piocerá é um desafio pessoal. Das outras vezes que participei, bati na trave, mas agora é ouro. Estou muito feliz pela conquista”, comemora Santos.

    Pedro Lucas Junior (#28) levou a melhor na categoria explícita no próprio nome. “Foi uma superação, porque logo no primeiro dia, outro piloto bateu na minha moto. Pensei que não ia conseguir completar. Aí coloquei o espírito do rali à prova, cheguei até ao final e com o título”, conta Junior. Para vencer o Piocerá, muitas vezes, a experiência tem peso grande na conquista, como mais um título para Pericles Dutra (#19) na Over 50. “Tempo e dedicação contam muito para vencer uma competição como essa. Participo do Piocerá/Cerpió há dez anos e a prova melhora a cada ano, seja em relação às médias de velocidade, quantidade de trilhas, o que deixa as disputas mais emocionantes”, explica Dutra.

    Sorte também faz parte de quem está em um rali. Mesmo com equipamento emprestado e pneu furado no último dia, Gilberto Sobreira Filho (#37) conquistou o título da Novato. “É a primeira vez que participo, gostei muito e passei por lugares muito bonitos. Recomendo para todo mundo”, finaliza. Entre as Duplas (o pilotos andam juntos, porém é contabilizado o pior desempenho entre os dois), bicampeonato para Saul Zakkour e Leildo Silva (82A e 82B). “O Rally Piocerá 2019 foi mais difícil que no ano passado. Muitas trilhas, médias altas e a nossa parceria continua com certeza”, ressalta Zakkour.

    Para quem prefere disputar de moto o trajeto dos Carros, Quadriciclos e UTVs, o Rally Piocerá conta com a categoria Moto Rally, que teve como campeão em 2019 Phillipe Melão. “A prova teve um índice técnico elevado, competidores de ponta e de vários lugares do país. Cada dia é um dia, tem que treinar muito, praticar bastante e desta vez, deu tudo certo”, finaliza Melão.

    Trilhas no Vale do Cariri encerraram a última prova das Bikes na tradicional competição off-road:

    O último dia de prova das Bikes no Piocerá 2019 foi marcado por uma trilha com muitas subidas e uma natureza exuberante. A largada foi no centro histórico da cidade de Barbalha (CE), passando pela zona rural da região do Vale do Cariri até chegar em Juazeiro do Norte (CE). Com um percurso total de 96 km, os ciclistas enfrentaram um clima bem diferente dos outros dias de prova, em alguns trechos foi possível encontrar lama e até mesmo a chuva.

    Os grandes campeões das categorias Elite Masculino e Feminino foram Daniel Zoia e Raiza Goulão, respectivamente, ambos da equipe Corinthians Audax Bike Team. Esta foi a primeira participação de Raiza no Piocerá e a atleta ressalta que essa competição serve para abrir o calendário de campeonatos de 2019. “É uma prova atípica para mim, estamos no início de temporada, vim com o intuito mesmo de estar presente com a equipe, de fazer um bom treino, porque isso dá um volume legal. Estou muito contente com o resultado e o percurso a cada dia que passava, ficava mais belo”, avalia a ciclista.

    Daniel Zoia se sagrou tricampeão do Piocerá/Cerapió. “A prova melhorou muito desde a minha primeira participação. As trilhas cada vez mais estão com um nível técnico maior e quilometragem mais desafiadora. Acho que isso é o espírito do rali. Essa vitória é um trabalho de equipe, tem toda uma estrutura envolvida por trás, não é uma prova que se ganha sozinho. Espero que 2020 chegue logo, para a gente voltar aqui e pedalar no Cerapió”, ressalta o ciclista.

    Ao todo o Piocerá 2019 contou com 12 categorias (confira todos os campeões abaixo). Destaque também para a Sub-30, na qual o ciclista Luis Diego, que participou pela primeira vez do Piocerá/Cerapió. Ele venceu todas as etapas da sua categoria durante os quatro dias de prova. “Eu estou satisfeito com meu resultado, vim de última hora, a minha equipe Well Bike é de amadores, mas o pessoal vem se esforçando muito e fazendo um bom resultado”, destaca.

    As provas de Bikes dentro do Piocerá obedecem os critérios técnicos da Confederação Brasileira de Ciclismo, portanto os vencedores garantem pontos no ranking nacional da modalidade, além disso é também uma competição que abre o calendário do Mountain Bike de 2019.

  • 2018 - Rally Cerapio contou com mais de 1.000 quilômetros e muita disputa na 31ª edição do evento

  • Após quatro dias desbravando as trilhas de regiões do Ceará e Piauí, o Rally Cerapió fechou a 31ª edição com festa em Teresina (PI), local da chegada deste ano. A competição, que reuniu cerca de 400 competidores, começou em Trairi (CE). Depois, passou por Sobral (CE), Parnaíba (PI) e Piripiri (PI). Foram mais de 1.000 quilômetros percorridos pelos Carros 4x4, Quadris e UTVs, durante quatro dias, em trechos técnicos, com muitos balaios e que exigiram bastante navegação.

    Carros

    Na Master, Fernando Lage / Gustavo Schmidt (#742), da Minas Racing, assumiram a liderança da categoria no segundo dia e conseguiram manter o posto até o final. “O Cerapió este ano foi perfeito, a prova estava demais, do jeito que a gente gosta. Acredito que ganhamos pela regularidade durante todos os dias”, diz o navegador. Para Fernando, foram quatro dias puxados. “Muita disputa, exigindo muito do carro e do piloto”, completa. 

    Luis Eduardo de Melo / Carlos Eduardo de Melo (#720), da Cearense de Rally Team, foram subindo dia após dia na classificação geral da Graduado e faturaram o troféu de campeões por apenas um ponto à frente do segundo colocado. “A vitória foi graças ao terceiro dia, porque no último a gente deu umas erradas. Foi muito apertado, mas valeu a pena”, destaca o piloto. “Foi uma prova brilhante, a gente batalhou muito para esse resultado. Ano que vem tem mais”, fecha o navegador. 

    Pela categoria Turismo, André de Carvalho / André de Carvalho Filho (#748), de São Luis (MA), administraram a vantagem para levar o título também de 2018. “A prova foi muito difícil, com terreno complicado, mas conseguimos superar tudo. É o segundo ano que participamos e segunda vez que ganhamos”, lembra o piloto.

    A dupla campeã da categoria Júnior foi Evanio Magalhães / Sabina Rodrigues (#749), de Benevides (PA). “Esse resultado é algo que buscamos há cinco anos e a emoção é fruto de todo um trabalho”, diz o piloto. “A prova é desafiadora. Fica a dica para quem quiser vir: é maravilhoso”, acrescenta a navegadora.

    UTVs

    Modalidade que mais cresce entre os brasileiros, os UTVs, espécie de buggy, também foram destaques do Cerapió 2018. Na categoria Graduado, Diogo Cavalcante / Wellington Rezende Junior (#602), da Cearense de Rally Team, mandaram bem praticamente todos os dias e garantiram o lugar mais alto do pódio. “O evento este ano se superou. Essa foi a disputa mais prazerosa que eu já participei, testou muito navegação e pilotagem. A chuva deu uma apimentada gerando um pouco de dificuldade para dupla”, comenta o piloto. “É uma realização, pois são oito anos participando do Cerapió e só agora conseguimos a primeira vitória. Então agora é só comemorar”, evidencia o navegador. 

    Luana Buscaroli / Tulio Malta (#611), da Terrabela Racing, comemoraram muito a vitória nos UTVs Novato. “A experiência foi demais. No penúltimo dia, fizemos uma etapa perfeita, sem erros. Estou muito feliz,” conta a piloto. “É tudo muito diferente das Motos e a transição foi bacana. Gostei, senti um pouco de medo, mas aos poucos fui me adaptando e entendendo como funciona a navegação”, explica Tulio, que em 2017 foi o terceiro colocado na Master das Motos.

    Quadriciclos

    Depois de alguns anos sem o resultado esperado, Wescley Dutra (#309), da Graduado, conseguiu o bicampeonato na modalidade. “Fiz uma prova estratégica para administrar a vantagem, poupando o veículo e deu tudo certo”, explica o piloto de Fortaleza (CE), que venceu os quatro dias de competição.

    Pela Novato, título invicto para André Luis Furtado (#303), de Belém (PA). “Semana de muita disputa, muita concentração e consegui conquistar o objetivo. A prova foi perfeita. Está todo mundo de parabéns e ano que vem a gente volta novamente”, finaliza.

    O Rally Cerapió 2018 tem patrocínio da Caixa Econômica Federal/Gov. Do Brasil, Petrobras, Consórcio Honda e SETUR/Gov. do Piauí. O evento conta também com apoio da Audax, SEMDEC/Prefeitura de Teresina e Teresina Shopping. Além de colaboração da Michelin, Hotéis Arrey e Prefeituras de Trairi, Itapipoca, Sobral,

    Cajueiro da Praia, Parnaíba e Piripiri. Os parceiros são Sebrae, Ótica Jockey, Maria Branca Produções Cultural e Artística, ADI Produções e Instituto Saber e Ler. A realização é da Radical Produções.

    Com um dos roteiros mais difíceis, Rally Cerapió define campeões nas Motos de 2018

    A 31ª edição do Rally Cerapió terminou na noite neste sábado (27/01) após quatro dias, cerca de 1.000 quilômetros percorridos e mais de 30 horas de emoção e aventura. A disputa iniciou em Trairi (CE), passou por Sobral (CE), Parnaíba (PI), Piripiri (PI) até chegar em Teresina (PI). Na prova das Motos, destaque para os diversos tipos de terrenos e grandes desafios, como subidas e descidas de serras, laços, estradas abandonadas, piso de areia e pedras.

    O mineiro Tunico Maciel (#1), da Equipe Honda Racing, confirmou o favoritismo, venceu também o último dia e consagrou-se bicampeão da categoria Master. “Foi uma das provas mais complexas que já corri na minha vida, com muita dificuldade, navegação. Pegamos chuva, areia, poeira e estou muito feliz em começar o ano com o pé direito”, diz.

    Neste ano pela Sênior, Sandro Hoffmann (#32), da KTM, aumenta a participação na história do evento com o décimo título do Rally Cerapió/Piocerá. “Apesar do problema com o GPS, estou muito satisfeito com a prova. Posso afirmar que 2018 foi a mais pesada das 17 edições que participei”, conta.

    A quarta e última etapa foi decisiva na Executivo. Piloto da casa, Lenilson Viana (#3), até então segundo colocado na geral da categoria, terminou o dia em primeiro e também subiu no lugar mais alto do pódio. “O Cerapió melhora todo ano e neste superou todas as nossas expectativas. Eu já participo há nove anos e no próximo estarei aqui novamente”, destaca.

    Dário Júlio (#21), da Equipe Honda Racing, conquistou o tetracampeonato da competição invicto na Over 40. O piloto de Lavras (MG) levou as 12 etapas, disputadas três a cada dia. “De todas as edições que já fiz, esta foi a melhor, mais completa, com alto nível técnico, variação de terreno, trilha e dificuldade”, ressalta.

    Na Over 50, Péricles Dutra (#23), de Londrina (PR), manteve a regularidade durante toda a semana para deixar o Piauí com o troféu de campeão da categoria. “É o quinto título que ganho e a prova melhora o nível a cada ano”, lembra.

    Revelação dos dois últimos anos do Rally Cerapió/Piocerá, Patrick Carneiro (#44), de Parnaíba (PI), já tem na conta dois títulos da competição: de 2017 na estreante e agora da Júnior. “Neste ano a prova estava fantástica. Misturou um pouco de dificuldade física, técnica, muitos laços, uma combinação perfeita”, comenta.

    Danilo da Motta (#57), de Araguaina (TO), foi o campeão da Novato. “Só digo que é um baita evento, muito bacana. Recomendo para todo mundo que gosta de moto”, avalia.

    Saul Zakkour (#91A) / Leildo Silva (#91B), do Rio de Janeiro (RJ) e São José dos Campos (SP), lideraram a prova de Dupla até o final e comemoraram muito o momento de receber o troféu. “A sensação do lugar mais alto do pódio é incrível. Foi honroso ganhar esse prêmio”, diz Saul.

    Na Moto Rally, na qual os pilotos fazem o mesmo percurso dos Carros 4x4, Quadriciclos e UTVs, o título foi definido no último dia. O maranhense Constantino Castro Neto (#106) faturou a quarta etapa e tornou-se campeão da categroia com apenas um ponto a mais que o segundo colocado Caio Cesar Araujo (#77), de Parnaíba (PI), que liderou todos os dias anteriores. “A competição foi muito específica. A cada dia, peguei o ritmo da prova e no fim, consegui a vitória", finaliza.

    O Rally Cerapió 2018 tem patrocínio da Caixa Econômica Federal/Gov. Do Brasil, Petrobras, Consórcio Honda e SETUR/Gov. do Piauí. O evento conta também com apoio da Audax, SEMDEC/Prefeitura de Teresina e Teresina Shopping. Além de colaboração da Michelin, Hotéis Arrey e Prefeituras de Trairi, Itapipoca, Sobral, Cajueiro da Praia, Parnaíba e Piripiri. Os parceiros são Sebrae, Ótica Jockey, Maria Branca Produções Cultural e Artística, ADI Produções e Instituto Saber e Ler.

    Evento de premiação aconteceu no Teresina Shopping, neste sábado (27). Veja o resultado da 4ª etapa da prova e do acumulado:

    No último dia de Rally Cerapió, após cumprirem uma das etapas mais completas e mistas de toda a prova, os atletas se reuniram na noite deste sábado (27) para comemorar os destaques. O evento reuniu competidores de todas as outras modalidades, num momento de confraternização em que também foram conhecidos os melhores colocados da prova. 

    Os cinco primeiros colocados de cada categoria receberam troféus em noite festiva no Teresina Shopping. O momento foi marcado pela alegria e importante encontro para confraternizar com os demais competidores. "É nesse momento que todos se unem. O Cerapió é uma festa do início ao fim. Estão todos de parabéns", comemorou o diretor-geral do evento, Ehrlich Cordão.

    A quarta e última etapa do Rally Cerapió 2018 foi marcada pelo misto de terrenos. Os atletam enfrentaram subidas, estradões, singles tracks e trechos de asfalto em circuito realizado em Teresina (PI). O piauiense Lindomar Ferreira (Azias Bikers) chegou a liderar boa parte do percurso, mas ainda assim conquistou a liderança na categoria Master B1. Danie Zoia, do Audax FSA Bike Team fez o melhor tempo no acumulado na categoria Elite. Sua parceira de equipe Letícia Cândido ficou a frente da Elite feminino. 

    "Foi uma etapa muito rápida. Vim assumir a liderança e passar o Lindomar já nos últimos 10 quilômetros de prova", falou Zoia ao concluir a prova. Ainda na Elite, o piauiense Francisco Édio obteve o segundo melhor resultado, seguido dos cearenses Felipe Mateus e Antonio Alexandre. Na quinta posição, no último dia, ficou o paraibano Anderson Barros, da equipe Well Bikes. 

    O diretor da prova de Bikes do Cerapipo 2018, Zenardo Maia, agradeceu a todos que fizeram da prova um verdadeiro espetáculo. "Foi show ver a energia e o desempenho de todos. Nesta edição, nós aprendemos muito com nossos atletas. As mulheres, então, foram uma atração a parte".

  • 2017 - A edição histórica de 30 anos teve quase 1.000 quilômetros de trilhas e foi marcada pelo sucesso.

  • Neste sábado (28/1) foi concluída a edição de 30 anos da prova. A chegada foi na praia do Cumbuco, em Caucaia (CE), e a festa de premiação em Fortaleza (CE). 

    Nos carros, os campeões foram Paulo Goes e Jonathan Ardigo (Master), Maycon Gomes Soares e Daniel Rocha Rodrigues (Graduados), André Carvalho e André Carvalho Filho (Junior), Paulo Renato Andrade e Thiago Alves Feitosa (Turismo).

    Nas motos, Tunico Maciel (Master), Lenilson Viana (Sênior), Luiz Lobão (Executivo), Sandro Hoffamnn (Over 40), José Roberto Cunha (Over 50), Carlos Estevam Rebelo (Junior), Patrick Carneiro (Novatos) e Bruno Pereira Neves (Moto Rally).

    Nos UTVs, a dupla Lucas Barros/Breno Rezende faturou o título da graduados e Márcio Assunção de Sousa/Davi Cavalcante, da Novatos. Nos quadriciclos, Artur de Carvalho Junior foi o vencedor da graduados e Diego Domingos Pontes, da Novatos.

    O catarinense Paulo Goes elogiou o Piocerá e destacou as diferenças de clima e terrenos como principais adversários para a conquista do primeiro título do Piocerá. “O primeiro dia foi muito diferente, pois somos do Sul e não tínhamos contato com o tipo de piso da região Nordeste. A partir do segundo dia, começamos a nos adaptar também ao clima. Agora, não deixarei mais de participar do Piocerá”, afirmou o piloto, quem em 2016 chocou-se com um coqueiro e abandonou a prova no último dia.

    Tunico Maciel, campeão das motos, festejou a conquista. “Estou muito satisfeito e feliz. Foi o resultado de um grande trabalho e uma pré-temporada bem feita. Larguei hoje precisando fazer dois primeiros lugares e o Dário fazer de segundo e um terceiro lugares para levar o título. Terminei com um segundo e um primeiro e ele em terceiro e quarto. Com isso, eu consegui a vitória e a Honda faturou as três primeiras colocações”, explicou Tunico.

    Na categoria moto rally, a cearense Lia Cordeiro de Alencar, a Bacurinha, foi um dos destaques. “O Piocerá é uma das melhores provas do Brasil. Estão todos de parabéns. Nunca deixarei de participar”, afirmou.

    A edição histórica de 30 anos teve quase 1.000 quilômetros de trilhas e foi marcada pelo sucesso. “Tudo funcionou muito bem, da apuração até o fim. Tivemos pouquíssimos recursos e isso é um indicativo de que deu tudo certo”, afirmou Ehrlich Cordão, diretor-geral do Piocerá.

    Muito além de um rally:

    Além das disputas, o Piocerá foi marcado pelas ações sociais. O Projeto Rallyteca distribuiu 10.000 livros ao longo do caminho. Outra ação de sucesso em benefício dos mais necessitados foi o ‘De Olho na Trilha’, que realizou atendimentos oftalmológicos e irá distribuir óculos para quem tem necessidade. 

    O Enduro Rally Piocerá 30 anos tem patrocínio da Caixa, Governo do Piauí e Governo do Ceará, apoio da Michelin, Audax, IMS Race, Honda e Prefeitura de Teresina. Colaboração do Sebrae.

    Vencedores do Rally Piocerá bike 2017:

    O mineiro José Gabriel Marques de Almeida e a cearense Venilda Eli foram os campeões da edição histórica de 30 anos do Piocerá na categoria bikes. A quarta e última etapa foi disputada neste sábado, em Caucaia (CE). O vencedor tem como objetivo disputar a Olimpíada de Tóquio em 2020. Ela festejou o título em casa, uma vez que a festa de encerramento ocorreu em Fortaleza, sua terra natal.

    Para finalizar os quatro dias de disputa, os bikers percorreram um circuito pela Praia do Cumbuco, em Caucaia (CE). Foram pouco mais de 50 quilômetros.

    José Gabriel, campeão brasileiro de mountain bike em 2016, tem como meta para esta temporada melhorar sua classificação no ranking internacional.  “O Piocerá foi um excelente teste para as competições internacionais que devo estar focado neste ano. Estou muito feliz, pois vim sem perspectivas de resultados e consegui ser campeão. Esse resultado de destaque, não só meu, mas como dos companheiros de equipe, mostrou como vai ser a temporada da equipe da Audax”, afirmou.

    Participando pela terceira vez do Piocerá, outro mineiro, Daniel Zóia, conquistou segunda posição. Ano passado, ele foi campeão na categoria Elite. “O rali foi apenas a primeira. Vim em busca do bicampeonato, mas infelizmente não foi possível. O objetivo da equipe foi conquistado que era ter o primeiro e o segundo lugar no pódio. Estou bastante feliz com o resultado”, disse.

    Na elite feminina, o destaque foi para a cearense Venilda Eli. “É minha primeira vez no Piocerá e com esse título vou correr em busca de pontuar ainda mais”, disse a atleta.

    Joana Eleonora conquistou seu terceiro título do Piocerá, agora na categoria Master. “O Piocerá  deste ano foi uma prova muito bem planejada e se firma no ciclismo nacional com grande participação feminina”, destacou a atleta.

  • 2016 - O mais desafiador das últimas edições.

  • Teresina (PI) – As dificuldades impostas a pilotos e navegadores ao longo dos 1.300 km de trilhas e também aos bikers que pedalaram 312 km, durante o 29º Rally Cerapió, transformaram-se em alegria quando cada um deles chegou a Teresina (PI), última parada da competição. A edição foi considerada pelos competidores uma das mais desafiadoras da história da prova, que neste ano recebeu participantes de todas as regiões do País. A disputa foi realizada entre os dias 25 e 30 de janeiro, em um roteiro que foi do Ceará ao Piauí, e contou com cerca de 500 competidores.


    Nos carros, os vencedores da principal categoria, a Master, foram Renato Martins e Enedir Junior, que garantiram o bicampeonato. Charles Rabelo e Renan Felix foram os melhores na Graduados, Andre Macedo e Luan Duarte na Júnior e Marcio Botelho/Leandro Vieira na Turismo.


    O percurso da edição de 2016 retornou às origens do Rally Cerapió e adentrou o sertão central, que há alguns anos não recebia a prova. Cidades como Quixadá, Iguatu e Pacoti, no Ceará, e Picos e Ipiranga, no Piauí, presenciaram as emoções e os desafios de 500 competidores vindos de todas as regiões do Brasil.


    Estradas de terra, areia, barro, travessia entre rios e o cansaço advindo de etapas longas foram os principais obstáculos dos pilotos, navegadores e atletas na disputa pelo ponto mais alto do pódio. Além disso, a época de chuvas do Nordeste reservou algumas surpresas aos participantes da 29ª edição da competição.


    Na disputa de motos, Wesley Antunes de Macedo confirmou o favoritismo e saiu campeão de mais uma edição do Cerapió-Piocerá, na categoria Master e Pedro Emilio Tajra Ferreira ficou com o título da Sênior. Na Executivo, Luiz Lobão Castelo Branco Filho foi o melhor e Sandro Hoffmann levou o principal troféu da Over 40. Péricles Dutra venceu na Over 50, Alexandre Souza Negreiros na Junior, Alexandre Aguiar de Carvalho na Novato e José Eduardo Sena na Moto Rally.


    “Neste ano, nós tivemos de enfrentar muitas trilhas diferentes, além de dar o nosso melhor nos vários laços e balaios ao longo do percurso e em todos os dias de prova. Faço uma avaliação positiva da minha participação e agora é treinar para buscar os próximos títulos”, afirmou Macedo, o Alemão.


    A prova de quadriciclos consagrou Artur Teixeira de Carvalho Junior, na categoria Graduados, e George Ximenes Souza Girão, na Novatos. “Treinei bastante para o Cerapió. Avalio minha participação como muito positiva e o resultado é fruto do meu trabalho”, disse Carvalho Jr.


    Grandes nomes como Lourival Roldan, Du Sachs e André Azevedo, que foram destaque no Rally Dakar, o maior do mundo, também marcaram presença na prova que está próxima dos 30 anos.


    Nos UTVs, a vitória ficou com as duplas Lucas Araújo Barroso / Breno de Almeida Rezende, na Graduados, e Renato Adams Albuquerque / Pedro Serra Neto, na Novatos.


    De acordo com Ehrlich Cordão, diretor da Radical Produções, que organiza o evento, este foi mais um ano vitorioso. “Agradeço a todos que participaram do Cerapió 2016 e que acreditaram em nosso trabalho. Sempre colocamos o profissionalismo, a ética e a seriedade acima de tudo. Todos são vencedores por terem completado um dos maiores percursos da história da prova. Parabéns aos campeões que subiram ao pódio e espero nos vermos na comemoração dos nossos 30 anos de história.


    A prova também foi válida pelo Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade e Brasileiro de Rally Cross Country.


    Pedal – Nas bikes, a opinião de que a prova foi uma das mais desafiadoras da última edição foi unânime. Joana Eleodora Nóbrega e Daniel Zóia foram os campeões gerais e da Elite.


    Na disputa por categorias, Weber Rodrigo Gomes Silva foi o primeiro na Master A1, Thiago Drews Elias, mais conhecido como Brou Bruto, faturou a Master A2, Jovenal Batista da Silva, a Master B1; Eduardo Machado da Silva, a Master B2; Dorivaldo Correia de Abreu, a Master C1; Valdivio Nunes Messias, a Master C2; Werner Wind, a Veteranos; Francisco Alberto de Souza, a Sub 30, e Venilda Eli na Master Feminino.


    “Este foi o Cerapió mais difícil que eu já disputei em seis anos de participação. A primeira etapa foi a mais desafiadora e, mesmo sendo um terreno em que sou acostumada a treinar, tive bastante trabalho. Além disso, a Sofia (Subtil) foi uma grande concorrente e me colocou à prova todos os dias. Foi uma pena ela não ter largado na última etapa”, afirmou Joana.


    Os últimos dois dias de disputas foram válidos pela primeira e segunda etapas do Campeonato Piauiense de Ciclismo.


    Ações Sociais


    O Rally Cerapió 2016 abriu a 29ª edição da competição doando livros a crianças indígenas na reserva Pitaguary, em Maracanaú, no Ceará. A equipe do projeto Rallyteca, realizado em parceria com o Instituto Cultural Saber e Ler e Adi Produções, entregou cerca de 300 livros na aldeia. A Biblioteca Municipal de Maranguape, na cidade vizinha, também foi beneficiada e recebeu 1.000 novos exemplares que servirão de apoio à rede de ensino do município.


    O projeto distribuiu 10 mil livros para escolas e comunidades carentes no percurso da prova de 1.300 quilômetros, que abrangeu os estados do Ceará e Piauí.


    “Eu senti que os índios, dentro desta aldeia especificamente, procuram um espaço dentro da sociedade por meio da educação. Logo, nós viemos ao encontro desse pensamento facilitando o acesso ao conhecimento sem interferir na preservação da cultura deles. Foi gratificante. Manteremos contato com eles para fecharmos novas parcerias”, contou Magda Krauss, presidente do Instituto Cultural Saber e Ler, de Campinas (SP).


    A cidade de Maranguape foi o primeiro município cearense a ser beneficiado pelo projeto. “Essa doação tem grande importância para o nosso acervo e para 16.000 crianças e jovens que fazem parte da nossa rede pública de ensino. Além disso, o Rally Cerapió é um evento que tem tradição, assim como nosso município, quando se trata de competições off-road. Este foi um gesto muito importante para nós”, comentou Átila Câmara, prefeito da cidade.


    O Rallyteca distribui os exemplares de acordo com a rota da competição, que cruza o sertão nordestino. “Neste ano nós contamos com o apoio de 18 editoras e conseguimos trazer os mais variados livros. Infantis, infanto-juvenis, adultos e de pesquisa. Fizemos uma triagem para que as bibliotecas recebessem o maior número de livros possível e com variedade”, explicou Adriana Araújo, idealizadora do projeto.


    Além de entrar na corrida pela educação, o Rally Cerapió também contou com ações que visavam proporcionar melhor qualidade de vida ao povo nordestino. Por isso, o projeto De olho na trilha ofereceu às comunidades do Piauí consultas oftalmológicas e distribui óculos novos para os mais necessitados. Em Iguatu, no sertão central, no Ceará, a APAE (Associação de Professores e Amigos dos Especiais) recebeu todas as cestas básicas arrecadas durantes as inscrições para a 29ª edição.


    Economia


    A competição levou ao sertão central uma caravana com mais de 1.000 pessoas, contando competidores, equipes de apoio, organização e jornalistas dos mais variados veículos.


    O evento movimentou a economia local na área de serviços, quando hotéis ficaram lotados por conta do rali e padarias, restaurantes, postos de gasolina e comércios afins multiplicaram as vendas no período em que as cidades sediaram o evento.


    Classificação final (cinco primeiros)

    Clique aqui para conferir a relação completa


    CARROS 4×4


    Master

    1º Renato Martins/Enedir Junior 216 pontos

    2º Wander Filho/Wagner de Paula 173 pontos

    3º José Neto/Glauco Holanda 169 pontos

    4º Rômulo Silva/Vinicius Silva 154 pontos

    5º Fernando Oliveira/Paulo França 150 pontos


    Graduados

    1º Charles Rabelo/Renan Felix 233 pontos

    2º Pedro Braz/Rodrigo Peternelli 152 pontos

    3º Paula Boghossian/Vilma Quintaes 143 pontos

    4º Rômulo Junior/Humberto Neto 129 pontos

    5º Edson Junior/Leonardo Martins 122 pontos


    Júnior

    1º Andre Macedo/Luan Duarte 233 pontos

    3º Luis Melo/Carlos Silva 223 pontos

    2º João Rodrigues/João Paulo Teles 197 pontos

    4º Eli de Farias/Isaac Pinto 191 pontos

    5º Lauro Filho/João Neto 176 pontos


    Turismo 

    1º Marcio Botelho/Leandro Vieira 207 pontos

    2º Fernando Siqueira/Fabio Menzes 191 pontos

    3º Pedro Oliveira/Alessandro da Silva 185 pontos

    4º Walter Santana/Francisco Filho 184 pontos

    5º Lincoln Ferreira/Sávio Junior 180 pontos


    MOTOS REGULARIDADE


    Master 

    1º Wesley Antunes de Macedo 238 pontos

    2º Helaindo Onofre Jales 226 pontos

    3º Alvaro Amarante Almeida 220 pontos

    4º Saul Zakkour 175 pontos

    5º Reinaldo Coelho F. Junior 168 pontos


    Sênior 

    1º Pedro Emilio Tajra Ferreira 224 pontos

    2º Nilson Jose Alves 207 pontos

    3º Lenilson de Freitas Viana 205 pontos

    4º Misael Araujo Amariz 196 pontos

    5º Lauro Rodolpho Soares Lopes 174 pontos


    Executivo 

    1º Luiz Lobão Castelo Branco Filho 238 pontos

    2º Herculo Onofre Jales 232 pontos

    3º Felipe Oliviera de Carvalho 208 pontos

    4º Krisnamurk Osterne Alves Rolim 194 pontos

    5º Renato Ribeiro Soares 48 pontos


    Over 40 

    1º Sandro Hoffmann 250 pontos

    2º Wagner Sousa de Oliveira 208 pontos

    3º Gildo Jose Soares Tavares 189 pontos

    4º Joao Namisfled Vieira Borges 187 pontos

    5º Paulo Picasso Barroso Cabral 183 pontos


    Over 50 

    1º Pericles Dutra 244 pontos

    2º Italo Fonseca do Nascimento 218 pontos

    3º Franklin Antonio Marques 202 pontos

    4º Altair Bordignon 200 pontos

    5º Cleivon Rizza 165 pontos


    Junior 

    1º Alexandre Souza Negreiros 218 pontos

    2º Andre Augusto Bezerra 210 pontos

    3º Anderson Malacarne 195 pontos

    4º Enrico Amarante Almeida 187 pontos

    5º Tafarel Guimaraes Araujo 151 pontos


    Novato 

    1º Alexandre Aguiar de Carvalho 235 pontos

    2º Ezequiel Fabricio Federle 225 pontos

    3º Antonio Jose Pereira Rodrigues 175 pontos

    4º Caio Cesar Sales M.Araujo 172 pontos

    5º Renato Silva do Nascimento 151 pontos


    MOTOS RALLY

    1º Jose Eduardo Sena 217 pontos

    2º Peter Ferreira 216 pontos

    3º Andre Luis Barbosa Furtado 183 pontos

    4º Aristofanes Barreto Brasileiro 183 pontos

    5º Roberto R. Gayoso Freitas 170 pontos


    QUADRICICLOS


    Graduados 

    1º Artur Teixeira de Carvalho Jr. 239 pontos

    2º Pedro Henrique Teixeira Costa 228 pontos

    3º Wescley Ferreira Dutra 206 pontos

    4º Roberto Savio Gomes da Silva 188 pontos

    5º Luiz Tarquinio Pereira Cruz 160 pontos


    Novatos 

    1º George Ximenes Souza Girao 225 pontos

    2º Rodrigo Maia de Souza 220 pontos

    3º Leandro Bandeira do Vale 196 pontos

    4º Diego Moura Macedo 186 pontos

    5º Marcelo Conceicao Junior 174 pontos


    UTVs


    Graduados 

    1º Lucas Araujo Barroso / Breno de Almeida Rezende 241 pontos

    2º Antonio Ataide Pinho Junior / Hilquias Caldas 216 pontos

    3º Alamo Costa Souza / Fabão 201 pontos

    4º Armando Bispo da Cruz / Du Sacks 165 pontos

    5º Leonardo Guilherme Beleza / Anibal Vieira Feijo 157 pontos


    Novatos 

    1º Renato Adams Albuquerque / Pedro Serra Neto 233

    2º Vilson de Oliveira Logrado / Eduardo Rissate Borges 216

    3º Igor Queiroz Barroso / Rafael Cantal 210

    4º João Aparecido de S. Nobre / João Neto Nobre Barbosa 180

    5º Elias Esteves Ferreira 159


    BIKES (TRÊS PRIMEIROS)


    Master A1 

    1º Weber Rodrigo Gomes Silva #410

    2º Calebe Moreno Sangi #465

    3º Francisco de Oliveira Júnior #424


    Master A2 

    1º Thiago Drews Elias #575

    2º Lindomar Ferreira dps Santos #416

    3º Felipe Mateus de Rodrigues #418


    Master B1 

    1º Jovenal Batista da Silva #439

    2º Fabio Nogueira Dantas #468

    3º Orlando Rieiro Torres Filho #440


    Master B2 

    1º Eduardo Machado da Silva #533

    2º Carlos César Drozino #458

    3º Ernani Castro Costa #454


    Master C1 

    1º Dorivaldo Correia de Abreu #503

    2º Maurício Marques de Castro #506

    3º Gerardo Marcio Maia Malveira #508


    Master C2 

    1º Valdivio Nunes Messias #512

    2º José Domingos de Souza #513


    Veteranos 

    1º Werner Wind #543

    2º João de Deus Soares Filho #544

    3º Jean Fraçois Thevoz #542


    Sub 30 

    1º Francisco Alberto de Souza #493

    2º Estevão Rocha Negreiros #492

    3º Ricardo Gonçalves de Matos #491


    Elite Masculino 

    1º Daniel Zóia #406

    2º José Alberto Nunes Feitosa #429

    3º Rodrigo Ribeiro Nunes #421


    Elite Feminino 

    1º Joana Eleodora Nobrega #472

    2º Karine de Macedo Frota #474

    3º Laiana Gonçalves de Matos #473


    Master Feminino 

    1º Venilda Eli #484

    2º Ana Paula Pimentel #481

    3º Antonia Rodrigues dos Santos #483


    O Rally Cerapió 2016 foi uma realização da Radical Produções e teve o apoio da Audax Bikes, Michelin, Honda e Can-Am além de contar com o apoio institucional do Governo do Estado do Ceará, Governo do Estado do Piauí e Prefeitura Municipal de Teresina. A competição também contou com a colaboração do Sebrae, Shopping Iguatemi Fortaleza e prefeituras de Maranguape, Iguatu, Quixadá e Picos. A Revista da Moto! e a revista Speedway foram parceiros na divulgação do evento; ADI, Óptica Jockey e Instituto Saber e Ler entraram como parceiros sociais.


    VIPCOMM

    Assessoria de Imprensa Rally Cerapió

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  • 2015 - Sucesso dentro e fora das trilhas

  • A 28ª edição do Rally Piocerá foi um sucesso. A competição off-road reuniu em janeiro de 2015 cerca de 500 participantes, de 22 estados além do Distrito Federal. Competidores nas Motos, Quadriciclos, Carros e UTVs percorreram em quatro dias mais de mil quilômetros. As Bikes andaram cerca de 300. O trajeto saiu de Teresina (PI) rumo a Beberibe (CE). Cidades como Pedro II e Altos, no Piauí, e Crateús, Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, também estavam no roteiro.

    O piauiense Wesley Macedo foi o destaque nas Motos ao conquistar pela primeira vez o título da competição na categoria Master. Conhecido como Alemão, Wesley veio bastante focado na meta de terminar a prova no lugar mais alto do pódio, já que no ano passado ficou na terceira colocação. Com forte preparação durante toda a temporada 2014, o piloto de Teresina (PI) venceu três dos quatro dias e se manteve na liderança o tempo todo. Durante a prova, os pilotos encararam diversos obstáculos: pedras, laços, areia fina, cascalhos, etc. Para as Motos, os dois primeiros dias do Rally Piocerá foram válidos pelo Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade. Na soma dos resultados, o capixaba Jomar Grecco venceu a etapa, com 47 pontos.

    Nos Carros, Quadriciclos, UTVs e Motos Rally, a competição iniciou com uma sequência de laços simples, porém traiçoeiros, que parecia uma dança de veículos. De cara, colocou os pilotos e navegadores no clima do que será a prova: técnica e difícil. Os mineiros Renato Martins e Enedir Silva Junior ficaram com o título da categoria Master. A dupla começou a definir a vitória na véspera, quando foram os mais precisos nas trilhas e assumiram a primeira posição. No último trecho do percurso, à beira mar, eles mais terminaram com a melhor pontuação e asseguraram o lugar mais alto do pódio.

    Lucas Barroso e Vinicius Silva, de Fortaleza (CE), mantiveram a alta performance e encerraram a participação no Rally Piocerá 2015 com vitória nos quatro dias na categoria UTVs Graduados e o título de bicampeão incontestável. Entre os Novatos, os vencedores foram Luciano Alencar e Aristofanes Brasileiro, de Quixadá (CE). 

    Nos Quadriciclos Graduados, Artur de Carvalho Júnior, de São Luís (MA), terminou com 226 pontos, apenas um a mais que Pedro Teixeira Costa, de Barreiras (BA). Na categoria Novatos, o título ficou para Manoel Gomes, de Apuiarés (CE).


    Peter Ferreira, piauiense de Teresina, ampliou o número de conquistas no Piocerá. O maior vencedor em atividade da competição agora tem 12 títulos. Ele definiu o primeiro lugar nas Motos Rally ao ganhar a última etapa, nas dunas de Beberibe.

    Uma das surpresas desta edição foi o expressivo número de participantes nas bicicletas. A organização recebeu 155 inscrições, mais que o dobro em relação a 2014. Joana Nóbrega, de Fortaleza (CE), e Lindomar Ferreira, piauiense de Altos, confirmaram o favoritismo e levaram o título da competição. Ela cruzou a linha em primeiro lugar todos os quatro dias. Ele ganhou três e obteve uma segunda posição.

     

    Os bikers percorreram trilhas nos mais variados terrenos, com bancos de arreia, piçarra, terra batida e pedras, além de subidas íngremes. Joana, que por duas vezes havia ficado com a segunda colocação do Piocerá/Cerapió, desta vez, não deu chance alguma para as adversárias.
    Lindomar, que disputou o Piocerá pela quinta vez e havia sido campeão em 2000, também se destacou desde o início.


    Muito mais que um rali

    Por onde passou, o Rally Piocerá 2015 deixou sua marca nas trilhas e nas comunidades carentes de mais de dez cidades e povoados dos Estados do Piauí e Ceará.

    Mais de cinco toneladas de alimentos arrecadados com as inscrições da prova foram doados à APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Teresina. Também na capital piauiense, a equipe Arapongas Rally Team, do Rio de Janeiro, promoveu o “Boca na Trilha”, com palestra e distribuição de 350 kits de higiene bucal, no bairro Santa Tereza.

    O povoado Cajueiro, no município de Milton Brandão (PI), recebeu a equipe do “De Olho na Trilha”. Há três anos, o Rally Piocerá, em parceria com a Óptica Jockey, de Teresina (PI), oferece consultas oftalmológicas gratuitas, além da doação de óculos.

    A novidade que fez grande sucesso na edição 2015 foi a “Rallyteca”. Iniciativa da ADI Produtora e do Instituto Saber e Ler, empresas parceiras de São Paulo, o projeto distribuiu até o final do rali 10 mil livros, todos novos, para bibliotecas de escolas públicas, entidades e comunidades.

     

     Por: Vipcomm

     

  • 2014 - Ceará, Piauí e finalizando em Barreirinhas no Maranhão – Rota das Emoções

  • A edição de 27 anos do maior rali de regularidade das Américas contemplou provas de moto quadriciclo, UTV, carro 4x4 e mountain bike, valendo novamente por três campeonatos brasileiros – para motos, quadriciclos e carros 4x4 – e a participação de mais de 300 competidores. Tecnicamente, a prova foi bem sucedida, com alto grau de variação de terrenos, sem erros de planilha e com staff bastante técnico. Participaram 152 motos, 23 quadriciclos, 41 Bikes, 15 UTVs e 54 carros.

     

    O grande diferencial foi o alto nível de competitividade, tendo a participação dos melhores competidores de moto, carro e quadriciclo do país e a chegada na cidade de Barreirinhas. Aliás, o Cerapió percorreu quase 100% da Rota das Emoções, um roteiro turístico que envolve 14 municípios e cenários paradisíacos dos estados do Ceará, de onde houve a largada do Shopping Iguatemi, Piauí, com parada no litoral piauiense, e Maranhão.

    O que o Cerapió levou para os municípios percorridos, e nesse ano foram mais de 30, foi desenvolvimento, uma vez que são mais de mil pessoas na caravana deixando em cada um desses lugares um forte incremento na economia, no turismo e no desenvolvimento das mais diferentes modalidades esportivas, além da troca de conhecimento e integração. Neste ano foram realizadas três ações sociais: a entrega de mais de uma tonelada de alimentos para o Rotary Club de Fortaleza, pela primeira vez, uma ação educativa e de entretenimento que foi a BiblioSESC, um caminhão itinerante do SESC do Piauí e pela terceira edição consecutiva o projeto “De Olho na trilha”, em parceria com a Óptica Jockey, de Teresina, Piauí.

    Por Márcia Cristina

     

     

  • 2013 - Circuito das Serras e prova de alto nível

  • Uma edição muito especial. Os 26 anos foram marcados por disputa de titãs em prova de alto nível técnico. A escolha a dedo de cada roteiro e trilha também foram devido ao Piocerá abrir pela primeira vez três campeonatos brasileiros: o de carro 4x4, quadriciclo e de moto. Outra inovação foi a estreia da modalidade UTV. A prova foi especial e minuciosamente organizada. O Circuito Serras Nordeste foi o ponto central do roteiro reservado para mais de 500 competidores. Houve um recorde de participação nas motos com 178 inscritos. Nos carros, participaram 50 veículos, nos quadriciclos foram 28, além de seis UTV e 60 bikes.

    Em todos os dias de competição havia trechos de serras, mesclando com terrenos planos e paisagens muito diferenciadas, o que faz do Piocerá o rali mais exótico, inóspito e exuberante do Brasil. Foram aproximadamente 1.100 km de trechos cronometrados para carro, UTV, quadriciclo e moto e aproximadamente 400 km de percurso para as bikes.

    O ponto de partida do primeiro dia de Piocerá foi a Ponte Estaiada, em Teresina, e a chegada no Centro de Eventos, em Fortaleza. Os pernoites foram em Campo Maior, Pedro II e Ubajara. Além das cestas básicas novamente arrecadadas para instituições de caridade, aconteceu a ação social “De Olho na Trilha”, em sua segunda edição, realizada na localidade Brejo, no município de Altos, no Piauí. Lá, foram realizados mais de 60 atendimentos a crianças, adultos e idosos, que foram contemplados com consultas, exames e óculos gratuitos.

  • 2012 - Jubileu de prata

  • A 25º edição do Rally Cerapió/Piocerá brindou com sucesso o seu jubileu de prata, de 22 a 27 de janeiro. Um presente do evento para seu maior público, competidores e parceiros, foi a publicação do livro “Muito além de um rally”, contando um pouco dessa linda história em textos, fotos e poesias. A largada foi do Complexo Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, com passagem por Trairi, Sobral e Pedro II.

    A prova abriu pela primeira vez dois campeonatos brasileiros de regularidade, o de carro 4x4 (CBA) e de quadriciclos (CBM). Participaram carros 4x4, motos, quadriciclos e mountain bike. Com quatro dias de competição, muitos desafios enfrentados, até a premiação, ocorrida no Complexo Turístico da Ponte Estaiada Mestre Isidoro França, em Teresina, com direito a muita música e celebração, após uma longa maratona cross country de rali. Além dos troféus para os cinco melhores colocados, o campeão de cada uma das categorias recebeu uma bicicleta de MTB Houston personalizada. Participaram mais de 350 competidores, sendo 168 motos, 41 carros 4x4, 25 quadriciclos e 82 bikes.

    A Radical Produções realizou o lançamento do rali em vários estados, como em Teresina, Mariana-MG, Brasília-DF e em Fortaleza. A passagem por biomas diferenciados foi a tônica dessa edição especial. Dunas, areia, praias, serras, matas e florestas virgens e preservadas, caatinga, asfalto, terra batida, lama, tudo para dar um pouquinho a mais de sabor e adrenalina nos participantes. A imprensa convidada foi uma das mais representativas, incluindo a presença de jornalista italiano da revista QuatroXQuatro Magazine. Esta edição marcou a estreia do projeto de ação social “De Olho na Trilha”, no qual médicos oftalmologistas e uma equipe da Óptica Jockey, de Teresina, atenderam mais de 100 pessoas de duas comunidades do município de Pedro II, primeiro com palestra, depois com exames e óculos gratuitos.

  • 2011 - Em Portugal e na Rota das Emoções

  • Os 24 anos do Rally Piocerá aconteceu entre 23 e 29 de janeiro com largada no Jockey Clube do Piauí, em Teresina, e chegada em Jericoacoara, pela primeira vez na história do rali. A prova teve pernoites nas cidades de Barreirinhas, no Maranhão, Parnaíba e Ubajara. Um passeio pela Rota das Emoções, que envolve os estados do Piauí, Maranhão e Ceará. Neste ano, o marco do evento foi o lançamento em Lisboa, Portugal, no mês de dezembro, já uma prévia das atividades comemorativas para os 25 anos de história do evento. Nesta edição, mais de uma tonelada de alimentos foram entregues ao Lar da Esperança em Teresina, entidade que cuida de pessoas com HIV; juntamente  com a Houston Bike, a organização doou um quadriciclo para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), que ajudará na fiscalização e controle do Parque Nacional de Jericoacoara.

    Os shows da Equipe Força e Ação em cada cidade de pernoite foram uma atração empolgante para o público. A passagem pelos pequenos lençóis maranhenses e a travessia das dunas foi um dos pontos altos da edição. A prova de bike teve um roteiro paradisíaco, com direito a um deslocamento de barco pelo Rio Preguiça desde Barreirinhas até a Praia do Caburé, no Maranhão, percorrendo trecho do oceano Atlântico.

    Todos os campeões receberam troféus especiais e mais uma bicicleta de modelo exclusivo fabricada pela Houston Bike especialmente para o evento. A organização optou por manter apenas as disputas na modalidade regularidade e trouxe de volta a categoria moto dupla, assim como nas primeiras edições. 

  • 2010 - Muito além de um Rally

  • Na sua 23º edição, o Rally Cerapió teve seu pontapé inicial no dia 25 de Janeiro, no estacionamento do Hotel Vila Galé, na Praia do Futuro em Fortaleza, com sua largada promocional no dia 26, tendo uma estrutura e organização que já mostrava para os competidores o tamanho do evento, deixando todos ansiosos para a largada oficial no dia 27 na praia do Cumbuco. O lado social foi um dos grandes destaques nessa edição com a arrecadação de alimentos que foram doados às vítimas do terremoto que atingiu o Haiti, dias antes do evento começar; cinco toneladas de alimentos foram enviados ao país amigo pela equipe da Cruz Vermelha, órgão mundial de ajuda humanitária.

    A prova aconteceu entre 25 e 30 de janeiro e do Cumbuco seguiu por Trairi, Ubajara, Camocim, encerrando em Parnaíba. O roteiro do rali de bike foi considerado o melhor de todos os tempos. A chegada final foi em Luís Correia, no SESC Praia. O VeloCerapió contou novamente com o Prólogo, animando o público. Mais de 300 competidores participaram em três competições: Regularidade, com quadriciclos, carros 4x4, carros 4x2 e motos; VeloCerapió, válida para carros 4x4, e o Rally de Bike. Mais de 150 pessoas trabalharam incansáveis na organização.

    O cantor Leoni, ex-Kid Abelha, arrancou suspiros e aplausos dos competidores antes da premiação. Participaram competidores de 23 estados, além de países como a Suíça, Itália e França.

  • 2009 - Na era do Satélite/GPS

  • Na sua 22ª edição, o Piocerá retorna as suas consagradas trilhas pelos sertões do Piauí e Ceará, revivendo os tempos de glória quando se deu início a uma das provas mais famosas do off-road brasileiro. Nesse ano, foram feitas algumas mudanças, a começar pela realização de um prólogo, prova para tomada de tempo para os carros do VeloPiocerá, um evento nunca antes realizado. Outro fato marcante foi a divisão em duas etapas do rali por dia de prova, totalizando oito etapas em quatro dias de disputas.

    A prova aconteceu de 28 a 31 de janeiro, com largada de Teresina, passando por Pedro II, Parnaíba, Sobral e Fortaleza, totalizando quase 1.200 quilômetros. Uma participação de luxo nos carros foi a do cantor Frank Aguiar, além de estrangeiros, como o piloto de moto japonês Yoshihiro Maeda, além de competidores da Suiça, Holanda e Itália. Outra atração foi a inscrição da equipe do Esporte Espetacular, da TV Globo, na prova de regularidade dos carros 4x4. Quase 400 competidores foram inscritos.

    A apuração por GPS foi um divisor de águas no Brasil. O Piocerá marcou os enduros e ralis com a apuração por GPS TOTEM, uma inovação que tornou o rali mais seguro, rápido e confiável, aumentando ainda mais a disputa entre os competidores. Em relação às trilhas, fato que consagrou o Piocerá\Cerapió como a melhor prova de regularidade da América Latina, o grande diferencial foram trilhas exclusivas para as motos, fato esse possível graças à apuração por GPS. 

  • 2008 - Hora de sair de casa

  • Na sua 21ª edição, o Rally Cerapió, sai do seu roteiro tradicional e com estilo. Largando de Fortaleza em direção a Recife, Pernambuco, o evento percorreu as cidades de Mossoró, Natal e João Pessoa.. Nesse ano, um piloto na categoria moto se destaca entre os demais, Sandro Hoffman do Espírito Santo, fatura o sexto título (2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2008) e consagra-se como o maior vencedor na história do Enduro-Rally Piocerá\Cerapió numa mesma categoria.

     O evento completou 21 anos e se tornou adulto. Hora de mudar os rumos da trilha. Assim, de 23 a 31 de janeiro a prova com 1.300 quilômetros, deixando de lado as trilhas do Piauí e do Ceará. O roteiro foi realmente diferente de todas as edições e teve muitos estrangeiros, como o suíço Jean François e os pilotos ingleses Graham Keith, Martin Wislon, Jeff Burton e Ian Forbes, além do português Mario Roma nas bikes.
     
    Se em 2007 houve a estreia do VeloPiocerá, dessa vez foi o inverso, com o VeloCerapió. Na regularidade, as motos, quadriciclos, carros 4x4 e carros 4x2 fizeram a festa, além, é claro, do rali de bike. Para as motos, novamente campeonato brasileiro de enduro, nos dois primeiros dias.

  • 2007 - Estreia do VeloPiocerá

  • O Piocerá incorporou mais uma prova, a Cross Country, prova de velocidade para veículos 4x4, com a participação de equipes de vários estados do Brasil. Também pela primeira vez foi aberta a categoria caminhões 4x4, exclusivamente para a prova Cross Country, tendo como único representante a equipe Curinga, que colocou nas trilhas o caminhão Kalango, um Mercedes Benz 1720A.

    A 20ª edição confirma que é realmente o maior rali de regularidade do País, com a presença de participantes de 22 Estados, mais de 500 inscritos e inovando, mais uma vez, com a modalidade de velocidade para carros e caminhões, totalizando seis modalidades do off-road.  A prova aconteceu de 22 a 27 de janeiro. O percurso Teresina, Tianguá, Quixeramobim, Mossoró, Aracati foi de 1.300 quilômetros entre Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará. O Piocerá abriu o Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, valendo por duas etapas. O fim da prova não ocorreu em Fortaleza. No último dia, saiu de Mossoró, no Rio Grande do Norte, desligando os motores na praia de Canoa Quebrada, em Aracati.

    Por tamanha grandeza, tanto de participantes - numa caravana de mais de mil pessoas, entre competidores, organização, apoio e imprensa -, quanto de estrutura, o evento passou a ser considerado o maior rali de regularidade da América Latina. Participaram também competidores da Bélgica, Itália, Suíça e Holanda.

  • 2006 - No samba e no rastro da pré-história

  • A 19ª edição do Cerapió foi a maior já realizada, com 1.630 quilômetros de percurso, passando por quatro estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí. Foi um recorde em distância do percurso e no número de competidores, mais de 500 inscritos nas cinco modalidades e recorde de acessos ao site oficial do evento. A escola de samba Skindô, de Teresina, homenageou o evento, com o tema central de seu samba enredo para o carnaval, consagrando-se campeã após um jejum de 15 anos. “É o Cerapió na folia e na cultura popular: Rally em ritmo de samba, tudo a ver!”.

    O evento aconteceu entre 23 e 29 de janeiro. A largada foi de Fortaleza, seguiu para Mossoró-RN, Souza-PB, Juazeiro do Norte-CE, Picos-PI, para finalizar na capital do Piauí. Um Cerapió sem chuva durante todo seu roteiro, mas que recebeu a benção de São Pedro durante a premiação, em Teresina.

    Foi o primeiro ano de parceria com a Petrobras. Dos competidores estrangeiros, o francês Stéphane Nguyen, na categoria moto Novato e nas bikes, o português Mário Roma e novamente a italiana Sandra Klomp. Misto de cultura e história marcou o percurso. Além das cidades turísticas, como Fortaleza, com largada no Marina Park Hotel, a prova passou por muitos trechos inóspitos, como o areal do Rio Grande do Norte, seus campos de petróleo e sítios arqueológicos. Já no sertão da Paraíba, uma largada sensacional no Vale dos Dinossauros, na cidade de Souza, e por fim a prova novamente percorreu o Vale do Cariri, no Ceará, até adentrar no Piauí, por uma das regiões mais ricas na produção de mel e de caju do País, o Sul do Estado. 

  • 2005 - Enfim, a maioridade

  • O Piocerá completa 18 anos e foi a maior edição em termos de estrutura organizacional, cobertura jornalística e modalidades por evento, tendo varias provas diferentes acontecendo ao mesmo tempo: Enduro de Regularidade e Rally, Mountain Bike, Teste Especial de Velocidade e Enduro a Pé. Tudo isso para comemorar com grande estilo e com direito até a corte de bolo.

    Largando de Teresina, o Piocerá aconteceu de 26 a 30 de janeiro, percorreu 1.400 quilômetros e chegou ao Hotel Parque das Fontes, em Beberibe, litoral oeste cearense, depois de pernoitar em Floriano-PI, Picos-PI, Oeiras-PI e em Iguatu-CE. O evento inseriu a categoria carros turismo com a Copa Toyota Hilux Expedition. Outra conquista foi a apuração de dados via satélite através do sistema Kaboo. A prova entrou para a história como o único rali do país a contar com seis modalidades esportivas, divididas em várias categorias.

    Foi a primeira vez que a prova não teve parada em Fortaleza. Só de participantes foram 330 inscritos. Foi uma edição de muitas descobertas e um passeio pelas cidades históricas do Sul do Piauí, como Floriano e Oeiras. Para as motos, retorno da competição valendo os dois primeiros dias pelo Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade. A participação do pugilista Popó nos carros 4x4 foi a grande atração. A presença das mulheres foi uma das maiores, tanto nos carros, como nas motos, bikes e no enduro a pé. A italiana Sandra Klomp, hexacampeã do Iron Bike Itália, também pedalou forte para a vitória. Além disso, algumas toneladas de alimentos arrecadados foram doadas a comunidades carentes e o evento implantou dois projetos de Ação Social, ´No Cambio da Mama’e o ‘Boca da Trilha’. 

  • 2004 - Produto da Globo Nordeste

  • Na sua 17ª edição, o Cerapió voltou a contar com forte representatividade de participantes, 344 inscritos, batendo assim o grid de grandes ralis, divididos entre motos, carros 4x4 e 4x2, quadriciclos e bikes, mais a nova modalidade, Jeep.

    Com o sucesso do evento crescendo a cada ano, neste ano o evento firmou parceria com a Rede Globo Nordeste, transformando-o em produto comercializado por uma das maiores redes de comunicação do mundo. Além disso, passou a ter o apoio do Governo do Estado do Ceará, por acreditar que o Cerapió divulga as potencialidades turísticas da região e alavanca a economia por onde passa.

    O evento aconteceu de 20 a 25 de janeiro, com largada de Fortaleza, com pernoites em Sobral, Parnaíba, finalizando em Teresina. Este ano também foi marcado pela inserção do Autotrack no sistema de apuração, visando dar agilidade no envio de dados coletados pelos Postos de Controle (PCs) à central de apuração. A tentativa foi inovadora, mas ainda assim apresentava algumas falhas. Os destaques do roteiro foram as belezas naturais da rota, que incluiu, mais uma vez, o Estado do Maranhão, percorrendo os municípios de São Bernardo, Coelho Neto e Caxias. Os campeões fizeram a festa no auditório do Metropolitan Hotel.

  • 2003 - Com a benção de “Padim Ciço”

  • Com 1.600 km de muita emoção e muitas serras, entre os dias 21 e 26 de Janeiro foi realizado a 16ª edição, a maior de todas, com largada de Teresina e chegada à praia de Iracema, em Fortaleza.
    Neste ano, o percurso passou por lugares abençoados por uma beleza incrível, Juazeiro do Norte, terra do "Padim Padre Cícero", encravada no vale do Cariri, ao Sul do Ceará.

    A prova passou por quase 50 municípios e cidades e teve pernoite nas cidades de Picos, Juazeiro do Norte e Quixadá. Foi a primeira vez que a competição adentrou pelo Sul do Piauí. A novidade foi a inserção da modalidade dos quadriciclos, após o crescimento desse esporte por todo país. Participaram 335 competidores de carro 4x4, moto, quadriciclo e bicicleta. Competidores se defrontaram in loco com um pouco da história do Brasil, ao percorrerem o Sul do Piauí, na região do Baixão dos Ribeiro, algumas trilhas por onde passou a Coluna Prestes, movimento ocorrido na década de 1920.

    As bikes deixaram o Sul do Piauí em direção à Chapada do Araripe, no Ceará. Os competidores ainda vislumbraram regiões inéditas, como as serras de Quixadá e de Quixeramobim. A premiação aconteceu no dia seguinte à chegada, na praia do Futuro. Os destaques foram as participações nas motos dos pilotos campeões do Rali Paris-Dakar Juca Bala e Luiz Mingione. 

  • 2002 - Debutando com estilo

  • O Cerapió completa 15 anos. Estiveram envolvidos diretamente no evento uma caravana de mais de 700 pessoas de quase todos os estados brasileiros. Foi uma grande festa do esporte off-road que atravessou uma das regiões mais belas do planeta, completamente encharcadas de muita lama, rios e riachos transbordantes. Os vencedores foram premiados com bicicletas personalizadas com a marca do evento produzidas pela Houston Bike, parceira do evento em muitas edições.

    O evento aconteceu entre os dias 22 e 26 de janeiro. O roteiro teve como partida Fortaleza, passando por Crateús, Ubajara, Parnaíba e Teresina, com quatro dias de competição e 1.400 quilômetros percorridos. A chegada foi na Japan Veículos. Todos os recordes foram quebrados. Foram 324 inscritos, sendo 127 motos; 83 carros e 90 bicicletas.

    As marcas de moto que predominaram foram da Honda, com 60% e nos carros a marca Troller, com 50%. Competidores de carro 4x4, moto e de bike chegaram a percorrer 32 cidades com os mais diversos climas, vegetações e paisagens, entre elas Crateús, Ubajara, Ipu, Pacoti (todas no Ceará), Luís Correia, Esperantina e José de Freitas (no Piauí). A novidade entre as modalidades foi a inserção da categoria cross country de velocidade para os carros 4x4. 

  • 2001 - Em cena a turma do pedal

  • O evento fica adolescente com a chegada de suas 14 edições e ganha ares de jovial com a inclusão de uma nova modalidade: o cross country de Mountain Bike. A nova modalidade comprovou que pela primeira vez no planeta um rali motorizado poderia, sim, ser integrado a outros tipos de competições de aventura, democratizando as disputas de esportes fora de estrada.

    O Piocerá também teve o recorde de participantes de todas as edições passadas, com 122 motos, 85 carros 4x4 e 66 bikes. No estilo cross country de velocidade, os atletas das bikes enfrentaram, de cara, cerca de 300 km de percurso entre Piauí e Ceará. A prova aconteceu de 24 a 28 de janeiro e largou de Teresina com destino à Praia do Futuro, em Fortaleza, depois de passar por Ubajara e Sobral.

    O Piocerá passou a atrair a atenção de bikers de nível regional, nacional e até internacional em edições seguintes, dando visibilidade a muitos atletas de ponta. A visibilidade do rali também passou a ser profissionalizada com a contratação de uma empresa de assessoria de imprensa.

  • 2000 - Melhor do Brasil

  • De 19 a 22 de janeiro, aconteceu a edição dos 13 anos do Cerapió. A largada aconteceu em Fortaleza, com passagem por Jericoacoara, Parnaíba, finalizando em Teresina. As belezas do roteiro, que contou com muitos trechos de praias, dunas e muita areia, marcaram boa parte do percurso, que também não desprezou passagens de serras, sítios e fazendas de ambos os estados.

    Através de uma eleição feita pela imprensa especializada e promovida pelo site www.planetaoffroad.com.br, o evento foi eleito "a melhor prova de regularidade de 2000 do Brasil", na categoria imprensa. Novamente, o evento contou com boa estrutura e muita representatividade nacional, obtendo mais de 250 inscritos, de carro 4x4 e moto, um recorde.

    As feras enfrentaram 1.000 quilômetros de percurso, com mistos de paisagens do sertão e litoral nordestino. A prova também abriu a 1ª edição do século 21 de um dos melhores enduros de regularidade do Brasil. A entrada em uma nova era só veio a despertar mais a vontade de se tornar maior e trazer novos desafios para o evento que não podia mais regredir.

  • 1999 - Mais um desafio conquistado

  • De 20 a 24 de janeiro, foi disputada a 12ª edição do Rally Piocerá. Foram três dias de competição e cerca de 1.000 quilômetros percorridos pelos mais de 200 inscritos que participaram de uma prova cheia de serras, trilhas fechadas e muita aventura. Essa edição voltou ao percurso original, entre os estados do Piauí e Ceará. A novidade foi a estreia da categoria “Expedição”, criada para os participantes sem a intenção de competir.

    Além disso, a prova voltou a contar com três dias de competição somente de no estilo rali de regularidade. A largada foi de Teresina, com pernoites em Crateús, Quixadá, sendo finalizada em Fortaleza. As características do percurso foram as inúmeras subidas e descidas de serras, trilhas fechadas, que proporcionaram a todos muitos momentos de emoção e aventura.

     A estrutura em geral do evento foi ampliada e a organização passou a contar com várias equipes, desde a secretária de prova, apuração, cenografia, direção, coordenação, equipes médicas, entre outros, totalizando mais de cem pessoas. O Piocerá passou a ficar cada vez mais profissional, com o intuito de se tornar mais seguro e mais prestigiado. 

  • 1998 - Cerapião e nova rota

  • Sempre inovando dentro de uma prova que une emoção, adrenalina e velocidade, a 11ª edição contou com um tempero a mais. Geralmente disputado entre os estados que deram nome ao evento, dessa vez o Estado do Maranhão foi contemplado ao roteiro do Cerapió, como futuramente viria a acontecer com a inclusão de outros estados, entre eles Rio Grande do Norte e Pernambuco. A prova foi denominada Cerapião, porque tudo é mutável.

    E teve mais inovações, com um percurso maior, foram feitas três provas dentro do mesmo evento. Rally, Enduro de Regularidade, Rally de Velocidade e Enduro FIM. Para sagrar-se campeão, os participantes tiveram que mostrar raça e técnica em várias modalidades esportivas. Assim nesta edição o Cerapião criou o Triátlon do esporte off-road.

    A prova aconteceu de 20 a 25 de janeiro, com largada de Fortaleza, passando por Sobral-CE, Piripiri, Teresina e encerrando em São Luís.O evento passou a ser realizado pela Radical Produções, com nova gestão, mas tendo sempre à frente o idealizador Ehrlich Cordão. Participaram competidores de moto e de carro 4x4. Muitos competidores cearenses não participaram neste ano e o número de participantes teve uma queda acentuada. Muitos falaram que a ausência deles foi um boicote pela mudança do roteiro.

  • 1997 - Carros 4x4 estão na disputa

  • A 10ª edição do já consagrado Piocerá teve 1.380 quilômetros de percurso, 129 pilotos e navegadores e foi realizada entre os dias 22 e 26 de janeiro. Uma década de rali tinha que ter um diferencial e teve. Entre os destaques, sem dúvida, a estreia da modalidade dos carros 4x4 na regularidade, deixando o Piocerá ainda mais disputado e se consolidando definitivamente no calendário nacional dos eventos esportivos off-road. De cara, participaram 16 duplas nos 4x4. Também foi inserida a modalidade de carros 4x2.

    A apresentação da equipe Força e Ação, que faz até hoje manobras sobre motos, animou todos os espectadores pelas cidades por onde passou o rali, sendo que muitos nunca tiveram o prazer de assistir um show radical, totalmente gratuito.

     O roteiro passou a ser diferenciado com planilhas e equipes de coordenação para motos e carros. O roteiro foi Teresina, Esperantina, Parnaíba, Jericoacoara e Fortaleza. A largada aconteceu no estacionamento do Teresina Shopping, que neste ano ainda estava sendo construído. 

  • 1996 - Até CG 125 Honda na trilha

  • O evento ficou reconhecido como o maior Enduro-Rally do Norte e Nordeste do Brasil. A 9ª edição ocorreu entre os dias 18 e 21 de janeiro, com a participação de mais de 100 pilotos inscritos e 1.000 quilômetros de percurso. O Cerapió colocou em destaque nacional os estados do Piauí e Ceará, reunindo pilotos de todo o Brasil.

    Destaque nesta edição foi uma dupla do Ceará, os irmãos Marcelo e José Porto, que enfrentaram os desafios do Cerapió em cima de duas Honda CG 125, e, para surpresa de muitos, eles conseguiram desbancar motos de trail preparadas para um enduro de grandes dificuldades de terreno.

     Foi o último Brasileiro de Enduro de Regularidade para as motos, campeonato que só voltou a valer na prova na década seguinte. A saída foi de Fortaleza, passando por Sobral, Piripiri e finalizando em Teresina. Esta edição também marcou o patrocínio oficial da Honda Motos. A prova ficou cada vez mais participativa, passando a reunir grandes nomes do enduro brasileiro, como campeões estaduais e brasileiros.

  • 1995 - Pelas brenhas da caatinga

  • A 8ª edição do Piocerá aconteceu entre os dias 10 e 14 de janeiro e contou com a participação de 13 estados brasileiros. O que marcou a edição foi que a prova seguiu cheia de mistérios e emoções, passando por locais exuberantes marcados por trechos de estradas de terra, trilhas, subidas e descidas de serra, caatinga e dunas.

    A largada foi de Teresina, com paradas para pernoites em Ubajara, Jericoacoara, Itapipoca, terminando em Fortaleza. O destaque foi que a organização preferiu retirar, temporariamente, as categorias de moto duplas, uma vez que os enduros passaram a crescer em todo país, profissionalizando cada vez mais os competidores, individualmente.

     Assim, as disputas se deram em seis categorias individuais. Uma curiosidade marcante foi que a organização decidiu fazer a premiação diariamente, ao final de cada dia de prova. Em Fortaleza, aconteceu a premiação geral dos campeões de todas as etapas. Destaque também para a estreia da categoria novato, que até hoje é uma das mais disputadas no evento.

  • 1994 - Brasileiro em cinco etapas

  • A 7ª edição valeu por cinco etapas do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, da CBM. Uma prova longa, na qual pilotos do Ceará, Piauí, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais enfrentaram 1.435 quilômetros de muita trilha, serras, areia, praia e sertão. No final, muita comemoração para os que conseguiram superar todos os desafios.

    Com a responsabilidade de fazer um rali inteiro valendo por um evento oficial, a responsabilidade foi grande e exigiu muita perícia e dedicação da direção de prova, o que só aumentou ainda mais a experiência dos envolvidos.

    A prova aconteceu entre os dias 10 e 16 de janeiro. A largada foi em Fortaleza, com pernoites em Guaramiranga, pela primeira vez entrando no roteiro do rali, além de Sobral, Parnaíba, Piripiri, sendo finalizada em Teresina.

  • 1993 - Atoleiro no Nordeste

  • Com 80 pilotos de vários estados e 980 quilômetros de percurso, a 6ª edição aconteceu entre os dias 14 e 17 de janeiro e revelou uma grande surpresa: uma diversidade de terrenos e paisagens que nenhum piloto do Sul ou Sudeste imaginava ser possível de serem desbravadas nos estados do Piauí e Ceará.

    Areal que mais lembrava o deserto do Saara, pedras e muita lama de causar atoleiros em trilhas escolhidas a dedo por Ehrlich Cordão e sua equipe deram o tom da prova. Um percurso cheio de armadilhas devido às intensas chuvas do período na região foram constantes nos quatro dias de prova.

     A largada foi de Teresina, com passagem por Piripiri-PI, Ubajara-CE, Sobral-CE e chegada em Fortaleza. Novamente, a competição abriu o Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, com isso houve a participação cada vez de outros estados fora do eixo Norte e Nordeste. Nesse ano, já estavam inclusas categorias como a máster e a turismo e continuavam as duplas, novato e iniciante.

  • 1992 - Noite adentro

  • Em sua 5ª edição, o Cerapió foi realizado entre os dias 09 e 12 de janeiro, com 1.100 quilômetros de percurso, o maior desde então. Contou com a participação de 100 pilotos de 11 estados brasileiros.

    Depois de um dia de descanso em Parnaíba (PI), a prova teve um fato novo, o último dia da competição foi disputado em percurso de trecho noturno, o que dificultou a trilha para os pilotos, já que nenhum participante conhecia a trilha projetada pela direção. Essa etapa teve largada à meia noite da cidade de Parnaíba, passou pelo Parque Nacional de Sete Cidades e terminou no final do dia em Teresina. Este fato marcou o início de uma série de inovações que não pararam mais de acontecer nas edições seguintes, dando ao rali uma característica única em provas no país, que era a de dinamização do roteiro e de suas características técnicas.

    Pela primeira vez, o Governo do Estado do Piauí passou a apoiar o evento. A prova abriu o Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade. A largada aconteceu em Fortaleza, passando por Sobral-CE e Parnaíba, para encerrar em Teresina. A novidade também foi o dia livre no litoral piauiense. As paisagens do único delta em mar aberto das Américas ficaram conhecidas por muitos competidores, que não pararam mais de apreciar a região, cercada de belas praias e muitas ilhas.

  • 1991 - Paris-Dakar do Sertão

  • Em sua quarta edição, o Piocerá tornou-se a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, evento oficial da Confederação Brasileira de Motociclismo – CBM, seguindo-se dessa forma até a edição de 1996.
    A prova aconteceu entre 4 e 6 de janeiro. Participaram 108 pilotos Os motores começaram a roncar em Teresina e foi encerrada em Fortaleza com a participação de 108 enduristas de todo Brasil. A revista Veja publicou uma reportagem com o título “Começa o Paris-Dakar do Sertão”, mostrando que o evento já era um dos mais tradicionais do país.
    Entre Teresina e Fortaleza, ainda houve pernoites em Parnaíba-PI e Jericoacoara-CE. Para os organizadores, foi a edição mais participativa desde as primeiras e a partir desse ano os números não pararam mais de crescer, tornando o evento conhecido em todo país.
    O roteiro foi mais que especial, com destaque para as belas paragens litorâneas em mais de 70% do percurso. Foi a primeira vez que a prova passou por Jericoacoara, quando nem era procurada por turistas do mundo inteiro, como é hoje. A edição ficou marcada pela inclusão de novas categorias de motos, como a sênior individual, novamente mantendo as categorias em duplas, que era uma tradição no país.

  • 1990 - Misto de competição e turismo

  • Realizado entre os dias 5 e 7 de janeiro, com a participação de pilotos de dez estados brasileiros e dezenas de pessoas que acompanharam a caravana do enduro, os pilotos enfrentaram 72 horas de muita beleza e emoções nunca antes sentidas. U misto de competição e descobertas de lugares pouco ou nada conhecidos de pessoas que passaram a admirar a região, que passaria a torná-la rota turística no país.
    A prova ainda contava apenas com as categorias de moto. A largada foi de Fortaleza e novamente chegada em Teresina, como ficou acordado em anos pares, tendo como pernoites Sobral, no Ceará, e Piripiri, ao Norte do Piauí.
    A apuração ainda não contava com tecnologia de ponta. Os computadores usados não eram portáteis. Os PCs, em número de 20, eram colocados estrategicamente em pontos secretos das trilhas, de onde eles faziam as anotações das passagens dos pilotos; com a ajuda de relógios e de pranchetas para anotações, eles registravam a passagem de cada competidor. As informações eram digitadas, de acordo com a planilha, que determinava, assim como nos dias atuais, a passagem e o tempo ideal de cada um.

  • 1989 - O primeiro Piocerá

  • Na sua 2ª edição, o Piocerá partiu de Teresina e chegou em Fortaleza depois de três dias de muitas trilhas e areia pelo interior do sertão nordestino. Dessa vez, Ehrlich Cordão passou a tomar a frente do evento, com o afastamento dos parceiros Galdino Gabriel e Franz George. Assim, o rali aconteceu nos dias 6 a 8 de janeiro. O roteiro foi Teresina, Pedro II, Sobral e Fortaleza.
    Por largar do Piauí, o evento passou a ser chamado de Piocerá. E foi então que Ehrlich Cordão passou a usar o trocadilho. Sempre que a prova largasse do Piauí em anos ímpares seria Piocerá e o inverso, passaria a ser chamada de Cerapió, sempre quando largasse do Ceará, em anos pares. A segunda edição do rali deu mostras de que o formato dos dias atuais era a escolha que ficaria consagrada. O que marcou a edição foi a inclusão da categoria moto individual, mantendo também a categoria duplas.
    Na parte técnica, dificuldades para os 84 pilotos de moto que enfrentaram situações difíceis em regiões totalmente desconhecidas e inóspitas, dando prova de valentia e coragem. A apuração da prova, apesar de ser conferida pelas anotações de fiscais de prova, os chamados PCs, era digitada no programa Prisma e em seguida eram computados os dados para se chegar aos resultados.

  • 1987 - O início de Tudo

  • Tudo começou em abril de 1987, num bate papo informal entre Ehrlich Cordão e o cearense Galdino Gabriel. A ideia era criar o Enduro da Integração, no intuito de unir os pilotos dos dois estados pioneiros na prática de enduro de regularidade na região Norte e Nordeste do país. Ehrlich Cordão cuidaria do marketing e divulgação e Gabriel da parte técnica. O primeiro levantamento aconteceu no feriado de 7 de setembro de 1987. Esta edição teve a organização e realização de Ehrlich Cordão, Galdino Gabriel e pelo cearense Franz George.
    Durante o levantamento do percurso, os três desbravadores descobriram uma área de terra em litígio entre Ceará e Piauí e numa conversa com um caboclo da região para saber onde os três estavam, o mesmo falou que lá era o Cerapió ou Piocerá! Foi então que a prova passou a ser chamada de Cerapió – tradicionalmente, mas não obrigatoriamente, quando sai do Ceará para o Piauí.
    A largada de Fortaleza aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de dezembro com a participação de 36 duplas dos principais estados brasileiros e com a presença da imprensa especializada, como as revistas Motosport e Duas Rodas. Participaram modelos como a XLX 250 Honda, DT 180 Yamaha e Agrale. Computador de bordo não existia e a navegação era feita por calculadoras adaptadas tipo "RallyControl" e tabelas fixadas nos tanques das motos. Só havia duas categorias: graduado e novato. A tolerância para zerar o PC era de 30 (trinta segundos). Dá para acreditar? Mas foi graças a tanto aprendizado e força de vontade que o Cerapió foi e é, com orgulho, um evento responsável pelo crescimento do enduro em todo o Brasil.

  • Um Homem e o seu Sonho

  • Assim se pode definir o PioceráCerapió, um evento nascido pela vontade de se fazer algo de diferente, mas que ao mesmo tempo fosse prazeroso e empolgante, em uma região com poucas oportunidades para a prática de esportes, mas repleta de paisagens que nos fazem parar para admirar as belezas desse Brasil tão desconhecido e conhecer um povo acolhedor, carinhoso, que tem na sua fé a razão para sobreviver em uma região do país lembrada por miséria, pobreza e seca.
    Mais do que andar pelas entranhas do nordeste brasileiro, o PioceráCerapió é também uma viagem ao interior de cada um de nós, testando nossos próprios limites, muito mais que os limites das máquinas, é um teste pessoal e indescritível, uma sensação vivida somente por aqueles que já participaram ao longo desses anos de muita poeira, terra e lama.
    São mais de duas décadas de muita aventura, de muito trabalho, amor e dedicação a uma prova que acontece no nordeste brasileiro e que hoje é considerada pela imprensa especializada, por pilotos e equipes, como uma das maiores prova off road do Brasil!