Concluída a definição de todo o percurso da prova de motos, a equipe técnica do Rally Cerapió – edição dos 27 anos, chefiada pelo diretor geral Ehrlich Cordão e pelo diretor de prova Edimilson Campos, definiu o percurso total da prova: 1.000 km a serem percorridos em quatro dias de competição, sendo que dois valem pela abertura do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade da Confederação Brasileira de Motociclismo – CBM. Assim, as maiores estrelas do esporte estarão dando a arrancada em nome de pontuar bem no ranking nacional, bem como a prova vale para os que também gostam apenas de um bom rali de regularidade, fazendo novas amizades e curtindo as velhas, além de fazer parte da grande família Cerapió – Piocerá, já que todo o evento terá mais de 1.100 pessoas entre competidores, organização, imprensa e apoio.

Edmilson Campos informou que a prova está à altura do que gostam os enduristas, ou seja, bem diversificada, técnica, totalmente transponível, mas variando em graus de média e de alta complexidade, especialmente para as categorias mais graduadas, como a Máster, Sênior e Over. Para ele, apesar do evento já chegar à 27ª edição, as principais características da prova serão as passagens por trechos totalmente inéditos, alguns onde nunca uma competição já tenha passado. “Tem trechos onde pela primeira vez passou uma moto, que foi a organização, e isso é um grande incremento para a prova porque mostra que estamos sempre inovando para agraciar o piloto. Levar os competidores até os Lençóis Maranhenses realmente é inédito no Cerapió e podem esperar lá e em outros trechos visuais muito bonitos, o que já é uma marca deste rali”, acrescentou.

                O 1º dia de prova será o mais longo, com 317 km e acontecerá no dia 28 de janeiro entre Fortaleza a Jijoca, litoral cearense. Esse dia será uma prova bem em linha para evitar tanto desgaste físico e de equipamento. A direção de prova mesclou trechos com várias passagens por serras, com trechos bastante técnicos e grau de dificuldade médio, mas as trilhas bem transponíveis para todas as categorias. “Nesse dia, passaremos por uma região inédita para enduros, na região de Uruburetama, com uma passagem por serras, terrenos íngremes e muitas pedras”, disse Campos. Depois já na região do município de Itapipoca, a prova começa a ter terreno de praia, com areia, várias plantações de caju e já chegando em Jijoca as trilhas bem paradisíacas , com lagoas e muitas paisagens.  Os pontos altos da prova serão as três passagens por serras, perto de Fortaleza, perto de Uruburetama e de Itapipoca.

O 2º dia será o mais curto, com 211 km de percurso, entre Jijoca e Viçosa do Ceará, no dia 29 de janeiro. A organização traçou uma primeira etapa em região de terreno arenoso até o município de Granja, depois a região é de muitas trilhas inéditas também atingindo até 800 metros de altitude até Viçosa. Varias trilhas com grau de dificuldade e nível técnico elevado marcarão o dia, onde será preciso muitos critérios de navegação. Para a categoria dos novatos, trilha bem diferenciada dos másteres. O ponto mais interessante serão as belas trilhas serranas, já perto de Viçosa, mas nada de dificuldades. O ponto alto serão as serras e pelo conjunto as muitas trilhas, que exigirão um bom grau de pilotagem.

Para o terceiro dia estão reservados 240 km de percurso, entre Viçosa do Ceará e Parnaíba, no litoral piauiense. Os primeiros 50 quilômetros serão majestosos, com a descida da Serra da Ibiapaba, com grau de dificuldade baixo, predominando muitas pedras e já na região de Cocau, no Piauí, um terreno arenoso também com vários sítios de plantações de caju,onde as médias horárias serão bem justas para que seja definido tecnicamente o dia. A característica desse dia é de poucas dificuldades, visando dar um descanso aos competidores. Estradinhas com mais atenção com a navegação e a pilotagem na areia é que serão as maiores dificuldades.  “Lembro que todos os dias, com certeza, teremos vários pontos de navegação que podem definir a vitória, pois um erro nesse quesito pode tirar pontos valiosos”, destacou Campos.

Se o terceiro dia será um pouco mais light, o 4º dia, com seus 232 km, entre Parnaíba e Barreirinhas, no Maranhão, será para marcar o Cerapió. Logo no início da etapa inicial, os pilotos irão percorrer a região litorânea do Rio Parnaíba, com grau de dificuldade médio, vários laços ou pegadinhas até chegar na região de Barro Duro, no Maranhão. A partir daí começa a parte toda de areia até Barreirinhas, onde vai ser praticamente a ponto alto do dia. Os pilotos precisam estar preparados, pois pelo menos 70 km de percurso serão de areal de engolir pneu em alguns trechos inóspitos. “Bom preparo físico e técnica de pilotagem farão a diferença porque a moto afunda na areia e pode dificultar, isso já perto dos Pequenos Lençóis, onde o trecho é muito lindo e aí a prova termina com alguns laços para testar os bons navegadores”, avisa o diretor de prova.

 

 

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