Ele considerou a disputa muito boa, com os melhores pilotos de moto do Brasil brigando em alto nível pelo título de campeão do maior rally de regularidade das Américas. Sem euforia, o catarinense Guilherme Cascaes foi conquistando seu espaço novamente rumo ao tri, tricampeonato consecutivo da categoria de ponta do enduro de regularidade no Rally Cerapió 2014 na categoria máster. Considerado por muitos participantes, podemos, assim dizer, que foi a edição mais competitiva de todas e não apenas nas motos, mas também nas modalidades carros 4x4 e quadriciclos, todas valendo como abertura do campeonato brasileiro de regularidade. Os melhores competidores estaduais, regionais e nacionais se encontraram nesta edição dos 27 anos para mostrarem o que sabem.

Regular – esse é o seu nome e a sua marca. Um ‘mutante’, como os enduristas denominam os pilotos que conseguem se sair bem nas mais variadas competições Brasil afora e nos mais diferentes tipos de terreno. No primeiro dia de prova, entre Fortaleza e Jijoca de Jericoacoara, em solo cearense, Cascaes foi o segundo melhor, atrás, por diferença mínima de pontos, do cearense Helâindo Onofre Jales, que também sabe o que é ser campeão, já tendo vários títulos em competições e troféus no Cerapió, entre eles o de campeão máster em 2010. No segundo dia, o catarinense ficou novamente em segundo, na cola do capixaba Carlos Minet. Na soma dos dois dias, Cascaes já fisgou o topo do ranking nacional em busca de mais um título, ele que é bicampeão nacional - 2011 e 2012.

“Pelo que conheço dos adversários, todos os que estavam competindo na máster tinham reais chances de vencer a prova, pois o nível dos pilotos está cada vez mais alto. Entrei na competição focado, consegui bons resultados nos três primeiros dias e abri uma boa vantagem, permitindo-me administrar o resultado no último dia para o tricampeonato do Cerapió”, resumiu a fera.

O piloto disse que sabia que qualquer erro, o menor que fosse, comprometeria todo o resultado, mas afirmou que, no geral, conseguiu se concentrar durante todos os quatro dias e acha que foi esse o diferencial. Com dois segundo lugares, ele entrou na trilha confiante no terceiro dia de prova, entre Viçosa e Parnaíba, no Piauí. E foi completo, vencendo as duas etapas do dia, poderia ter conquistado o troféu de campeão, se a prova fosse encerrada ali. No quarto dia, entre Parnaíba e Barreirinhas, no Maranhão, mais tranquilo, o então bicampeão só precisava administrar e não cometer erros graves. “Foi o que fiz, andei tranquilo, procurando navegar bem”. Quem venceu as etapas finais foi o piauiense Wesley Macedo, que não caiu de paraquedas entre os tops, não. Wesley já tem 10 anos de experiência no esporte e é nada menos que bicampeão do Cerapió – Piocerá, nas categorias júnior e sênior. Cascaes ficou com a 5ª colocação nesse 4º dia.

Gostei bastante do roteiro desse ano. Tivemos trechos de areia, pedras, cavas, serras, enfim, de tudo um pouco. Acho que o nível técnico do Cerapió tem melhorado a cada ano, o que é muito bom para todas as categorias, principalmente as de ponta, nas quais os pilotos gostam de provas mais técnicas e rápidas”,

Perguntado se já pensa em igualar o recorde do capixaba Sandro Hoffmann, único hexacampeão máster no Cerapió – Piocerá, Cascaes diz que é cedo para pensar nisso. “Essa foi minha quarta participação e terceira vitória. Estou focado é nessa temporada e espero apenas manter meu bom desempenho”. Ele sabe, inclusive, que os adversários seguirão nas próximas etapas do Brasileiro da CBM de olho na vitória e com sede de estar à sua frente. Com certeza eles irão. Cada etapa é uma prova à parte e, à medida que o campeonato vai passando, a briga por pontos vai ficando cada vez mais acirrada. Irei preparado para a disputa”. E qual a estratégia? “A mesma, procurar pontuar bem no máximo de etapas visando o titulo no campeonato”.

O tricampeão acredita que o esporte off-road vem crescendo, ao contrário do que dizem os pessimistas, e isso lhe dá mais força para seguir fazendo o que mais gosta. “Cada vez mais vemos as fábricas e empresas patrocinarem pilotos; isso faz crescer a competitividade e, consequentemente, o nível dos pilotos. Ainda sonho em ver o enduro de regularidade com pilotos de todas as fábricas disputando nas diversas categorias e acredito que estamos cada vez mais próximos disso”, considera.

 

 

Márcia Cristina
Aldeia Com.

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